Canal lacrimal inchado e coçando, o que pode ser?

Canal lacrimal inchado e coçando, o que pode ser?

Você já ouviu falar do canal lacrimal? Este canal faz parte do sistema da visão e é o encarregado pela drenagem das lágrimas através do osso nasal até a parte posterior do nariz.

Este canal também é chamado de nasolacrimal devido a sua relação com a região nasal. O canal lacrimal pode ser afetado por diversas causas, como a obstrução, traumatismos no rosto, alergia e infecções, que podem provocar a inflamação deste e a coceira nos olhos.

Neste artigo do ONsalus, você conhecerá tudo o que está relacionado com o canal lacrimal inchado e coçando - o que pode ser?

Alergias

A alergia ocular é uma das causas mais comuns de inflamação e coceira do canal lacrimal. Ela ocorre mais frequentemente durante a primavera, quando diferentes alérgenos estão no ambiente, tais como:

  • Pólen.
  • Mofo.
  • Pó.
  • Pelos dos animais de estimação, além de suas salivas.
  • Medicamentos ou cosméticos.

As pessoas sensíveis a estes alérgenos podem desencadear uma reação alérgica, causando inflamação do canal lacrimal e coceira nos olhos, bem como olhos vermelhos.

Tratamento

Nos casos onde as alergias causam inflamação e coceira no canal lacrimal, é importante conhecer algumas medidas preventivas para evitar o aparecimento destes sintomas em determinadas épocas do ano:

  • Utilize óculos de proteção ou óculos de sol para minimizar o contato com alérgenos.
  • Monitore os índices de umidade da sua casa, especialmente em locais propensos ao mofo, como banheiros e sótãos.
  • Mantenha todas as áreas da sua casa limpas. Para reduzir a alergia ao pó, considere o uso de umidificadores.
  • Se estiver usando algum medicamento ou cosmético que provoca reação alérgica, interrompa o uso e consulte um médico.
  • Em casos de alergia grave, é indicado consultar seu médico, que pode recomendar um antialérgico de acordo com os sintomas apresentados.

Por outro lado, o uso de filtros de ar em casa pode ajudar a reduzir a quantidade de alérgenos presentes no ambiente, proporcionando um alívio adicional.

Irritações

As irritações oculares ocorrem após os olhos entrarem em contato com substâncias químicas, como por exemplo:

  • Cloro das piscinas.
  • Sabão.
  • Ar condicionado.
  • Contaminação.

Essas substâncias geram inflamação do canal lacrimal e coceira nos olhos, causando vermelhidão. Em alguns casos, a exposição prolongada a irritantes pode levar a complicações mais sérias, como infecções oculares.

Tratamento

O tratamento das irritações oculares baseia-se em evitar o contato com essas substâncias prejudiciais e na aplicação de lágrimas artificiais na superfície dos olhos para manter a hidratação. Outros métodos que podem ajudar incluem o uso de compressas frias para aliviar o desconforto.

Se o desconforto não diminuir com a aplicação das gotas, é crucial visitar um oftalmologista para um diagnóstico mais detalhado e orientação médica.

Ressecamento

O ressecamento ocular frequentemente causa inflamação do canal lacrimal. Ele geralmente vem acompanhado de coceira nos olhos devido à falta de hidratação, causando o que se conhece como olho seco. Isso costuma ocorrer nas seguintes situações:

  • Pessoas de idade avançada.
  • Exposição prolongada a ambientes secos (com ar condicionado).
  • Uso prolongado de óculos.
  • Mudanças hormonais durante a menopausa.
  • Excesso de tempo em frente à tela do computador.

Tratamento

O tratamento para olhos secos baseia-se em manter a conjuntiva ocular lubrificada com o uso frequente de lágrimas artificiais e permitir que os olhos descansem, evitando assim a inflamação do canal lacrimal e a coceira. Além disso, é importante adotar hábitos que promovam a saúde ocular, como fazer pausas regulares durante o uso do computador e piscar conscientemente para estimular a produção de lágrimas.

Se os sintomas não melhorarem, é fundamental consultar seu oftalmologista de confiança. Saiba mais sobre as causas e tratamentos de olhos secos nesse artigo.

Infecções

As infecções nos olhos surgem devido à presença de microrganismos, sejam vírus ou bactérias, no canal lacrimal, gerando os seguintes sintomas:

  • Coceira nos olhos, causando vermelhidão.
  • Ardência nos olhos.
  • Dor nos olhos.
  • Inflamação lacrimal.
  • Mucosa espessa (conhecida como remela).
  • Edema palpebral.
  • Sensibilidade à luz.

Infecções oculares podem ser complicadas se não tratadas adequadamente, levando a problemas de visão mais graves.

Tratamento

O oftalmologista iniciará o tratamento baseado em antibióticos, em gotas ou pomadas, que devem ser aplicados a cada 6 ou 8 horas para solucionar a infecção ocular que causa o canal lacrimal inflamado e a coceira.

Além disso, é importante seguir as recomendações médicas e manter a higiene ocular para prevenir a propagação da infecção.

Fadiga visual

A visão pode ser afetada no dia a dia pela fadiga visual e o cansaço ocular causado por:

  • Ficar muitas horas em frente ao computador.
  • Dirigir por longas distâncias.
  • Exposição prolongada ao sol sem proteção.

Se não tomar as medidas adequadas para proteger sua visão e descansar o suficiente, você corre o risco de desenvolver fadiga visual, que apresenta os seguintes sintomas:

  • Inflamação dos olhos e vermelhidão.
  • Coceira e ardência ocular.
  • Dor de cabeça.
  • Lacrimejamento e visão embaçada.

Tratamento

Se você apresenta fadiga visual, o ideal é fazer pausas regulares durante sua jornada de trabalho para descansar, assim como piscar frequentemente para manter os olhos lubrificados. Além disso, ajustar a iluminação do ambiente de trabalho pode ajudar a reduzir a tensão ocular.

Os raios ultravioletas também podem prejudicar a saúde ocular, portanto, é recomendável utilizar óculos de sol quando estiver ao ar livre.

Traumatismo

Quando uma pessoa sofre uma lesão ou traumatismo no rosto, pode haver danos nos ossos ou cicatrizes próximas ao canal lacrimal, interrompendo o percurso normal da lágrima e causando inflamação ou obstrução do canal lacrimal, acompanhada de coceira nos olhos.

Além disso, traumatismos podem causar sintomas adicionais, como hematomas e edema, que podem complicar ainda mais a situação.

Tratamento

Nos casos de traumatismo, é necessário realizar uma avaliação médica para verificar o tipo de lesão e sua gravidade. Isso é crucial para definir o tratamento adequado.

Caso seja necessário, um tratamento cirúrgico pode ser sugerido para corrigir a lesão e restituir o funcionamento normal do canal lacrimal.

Canal lacrimal entupido

A obstrução do canal lacrimal impede a drenagem das lágrimas, fazendo com que o olho chore constantemente. O canal lacrimal entupido pode ser provocado pela presença de:

  • Lesões internas na região nasal.
  • Traumatismos.
  • Infecção ocular.
  • Secreção nasal abundante.

Essa condição não apenas causa desconforto, mas também pode levar a infecções recorrentes se não tratada adequadamente.

Tratamento

Neste caso, o tratamento inicia-se com o exame médico do oftalmologista. Em muitos casos, a solução é um tratamento cirúrgico para eliminar o desconforto que o bloqueio lacrimal gera. Além disso, técnicas minimamente invasivas, como a dilatação do canal, podem ser consideradas.

Desvio de septo

O desvio de septo pode ser congênito ou causado por um traumatismo na região nasal. Isto pode resultar em sintomas como:

  • Obstrução nasal.
  • Inflamação nos olhos.
  • Coceira e lacrimejamento ocular.

Além de afetar o canal lacrimal, o desvio de septo pode causar dificuldades respiratórias e ronco.

Tratamento

O descongestionamento nasal é a primeira medida para controlar os sintomas causados pelo desvio de septo. O tratamento será recomendado pelo otorrinolaringologista.

Se não houver os resultados esperados, pode ser realizada a septoplastia, que é o tratamento cirúrgico para correção do desvio, endireitando-o ao centro do nariz. Desta forma, a causa da inflamação e obstrução do canal lacrimal será eliminada.

Tumor

A presença de aumentos de volume ou tumores na região nasal, como pólipos nasais ou hipertrofia do corneto inferior, podem afetar a drenagem do canal lacrimal, obstruindo-o e causando:

  • Inflamação ocular.
  • Coceira nos olhos.
  • Em alguns casos, dor nos olhos.

Esses tumores podem ser benignos ou malignos, e podem também afetar a respiração e causar dor facial.

Tratamento

Diante da presença de um tumor ou aumento de volume na região nasal, é essencial consultar um otorrinolaringologista e um oftalmologista. Eles avaliarão o caso, farão o diagnóstico e confirmarão a presença dos tumores na região nasal.

Com base na avaliação, eles decidirão se é recomendável um tratamento cirúrgico para sua eliminação e impedir complicações adicionais.

Como prevenir a inflamação do canal lacrimal

Se você sofre com esta alteração e deseja prevenir a inflamação do canal lacrimal e a coceira, siga estas recomendações:

  • Mantenha uma iluminação adequada no seu local de trabalho para evitar a fadiga ocular.
  • Use óculos de sol homologados para prevenir os raios UV. Isso também ajuda a se proteger de alérgenos ou agentes externos.
  • Trabalhe com períodos de descanso de 20 segundos se precisar passar longos períodos em frente ao computador.
  • Mantenha uma distância de 30 cm do computador para prevenir a fadiga visual.
  • Além disso, manter uma hidratação adequada e uma dieta rica em vitaminas e minerais pode contribuir para a saúde ocular, fortalecendo o sistema imunológico contra possíveis infecções.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Canal lacrimal inchado e coçando, o que pode ser?, recomendamos que entre na nossa categoria de Olhos e visão.

Bibliografia
  • Galmarini, A. (2018). Antiglaucomatosos tópicos y obstrucción de la vía lagrimal. Arq Bras Oftalmol, 81(6), 490-493.
  • Soler Machin, J., Castillo Laguarta, J. M., De Gregorio Ariza, M. A., Medrano, J., & Cristóbal Bescós, J. A. (2003). Obstrucción de vía lagrimal tratada mediante Stent lacrimonasal. Archivos de la Sociedad Española de Oftalmología, 78(6), 315-318.