Duloxetina engorda?

Duloxetina engorda?

Ganhar peso pode ser frustrante para algumas pessoas que se cuidam para evitá-lo, especialmente se precisarem de tratamento com medicamentos que podem causar oscilações de peso.

Este é o caso da duloxetina, um medicamento relacionado a variações de peso nas pessoas que estão em tratamento com ele.

Neste sentido, é fundamental que você conheça por que essas mudanças no peso ocorrem uma vez que se inicia o tratamento com duloxetina. Por isso, recomendamos a leitura deste artigo do ONsalus, no qual encontrará a resposta para a seguinte questão: duloxetina engorda?

Para que serve a duloxetina?

A duloxetina é um medicamento utilizado para tratar depressão, ansiedade, fibromialgia e alguns tipos de dores crônicas, como as ósseas ou articulares. Este medicamento atua aumentando os níveis tanto de serotonina quanto de norepinefrina no cérebro, hormônios que regulam o humor e a dor.

A duloxetina engorda ou emagrece?

Os medicamentos afetam cada pessoa de maneira diferente, por exemplo, os medicamentos conhecidos como inibidores seletivos da recaptação de serotonina e norepinefrina (ISRSNs) podem causar aumento de peso.

Geralmente, nas primeiras semanas de tratamento com duloxetina, é provável ocorrer perda de peso em vez de aumento como efeito colateral da ingestão deste medicamento. Esta perda de peso é mínima e pode estar relacionada a náusea ou perda de apetite transitória.

Por sua vez, os antidepressivos podem causar aumento de peso ao interferir em neurotransmissores cerebrais como a serotonina e a histamina, que ajudam a controlar o apetite. O bloqueio desta última pode aumentar o apetite e provocar ganho de peso.

No entanto, existem outros antidepressivos que podem provocar sedação e fadiga, diminuindo a atividade física, além da prática diária de exercício, gerando-se assim o aumento de peso.

Alguns estudos demonstraram que, após meses de tratamento com este medicamento, pode-se observar um leve aumento no peso, sendo comum ganhar 1,1 kg em um ano. No entanto, certas pesquisas relatam ganhos de peso entre 2,3 e 3,2 kgs ao longo de 1 a 2 anos com o tratamento prolongado com duloxetina.

É importante ter presente que, quanto maior for o tempo e a quantidade de miligramas indicados na prescrição, maior o risco de engordar durante o tratamento com duloxetina.

Efeitos colaterais da duloxetina

Os seguintes efeitos colaterais podem ocorrer após a ingestão de duloxetina e, diante de algum deles, você deve procurar um médico:

  • Reações alérgicas: erupções cutâneas acompanhadas de coceira, urticária, inchaço no rosto, lábios, língua e garganta;
  • Sangramento: pelas fezes ou urina. Podem tornar-se marrom escuro ou vermelhas, respectivamente. Também é possível apresentar vômito com sangue, enquanto, ao nível da pele, pode haver sangramento ou hematomas incomuns;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Nível baixo de sódio, que ocasiona fraqueza muscular, fadiga, tontura, dor de cabeça e até confusão;
  • Lesão hepática: dor na parte superior direita do abdômen acompanhada de perda de apetite, náuseas, fezes claras, urina amarelo-escura, coloração amarelada da pele e dos olhos, fraqueza e fadiga;
  • Vermelhidão, bolhas, descamação ou desprendimento da pele, inclusive no interior da boca;
  • Dificuldade para urinar;
  • Dor ocular súbita, mudanças na visão como visão turva que pode chegar à perda da visão;
  • Pensamentos suicidas, e até mesmo depressão;
  • Irritabilidade, taquicardia, arritmia, rigidez muscular.

Da mesma forma, existem outros efeitos colaterais que não requerem atenção médica. Entretanto, caso persistam, você deve comunicar ao seu médico:

  • Mudanças na libido;
  • Diarreia;
  • Tonturas;
  • Prisão de ventre;
  • Sudorese excessiva;
  • Boca seca;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

Como controlar o aumento de peso causado pela duloxetina?

Se você está tomando duloxetina e está engordando, a primeira coisa a fazer é avisar ao seu médico, pois ele determinará se, no seu caso, deve ajustar a dose ou se você tem outras opções de tratamento para alívio dos sintomas. Além disso, o médico recomendará fazer mudanças no seu estilo de vida, entre as quais se encontram:

  • Alimentação saudável: limite o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, que devem ser substituídos por verduras, frutas frescas, carnes magras. Utilize gorduras saudáveis como o abacate e o azeite de oliva;
  • Mantenha-se ativo: pratique uma atividade física diária como caminhar, nadar ou andar de bicicleta por pelo menos 30 minutos ao dia;
  • Pratique o autocuidado: dormir o suficiente e meditar são outros hábitos saudáveis que você deve incorporar à sua rotina, pois desta maneira se garante um melhor cuidado do corpo.

Todas estas práticas irão contribuir para cuidar do seu peso e prevenir complicações de saúde.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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