É normal estar sempre lubrificada e não sentir prazer?

É normal estar sempre lubrificada e não sentir prazer?

A falta de orgasmo, conhecida como anorgasmia, é um problema que afeta muitas mulheres. Implica não somente em não chegar ao orgasmo, mas também pode vir acompanhada de insatisfação, angústia ou sensações físicas incômodas, como a dor.

Se você fica lubrificada mas não sente nada, significa que está ficando excitada; contudo, existe algum bloqueio que não permite que você desfrute completamente. Problemas como uma relação ruim com o parceiro, ansiedade, vergonha, entre outros, podem gerar esse tipo de incômodo.

Se está interessada em conhecer mais sobre o tema, convidamos você a continuar lendo este artigo do ONsalus, no qual respondemos à pergunta: "é normal estar sempre lubrificada e não sentir prazer?".

A anorgasmia feminina

A anorgasmia feminina é a falta de orgasmo durante uma relação sexual. A quantidade de mulheres que sofrem deste problema varia, mas estudos estimam que cerca de 20% das mulheres o enfrentam.

Neste caso, ter lubrificação significa que está ficando excitada, que existe certa busca pelo prazer, mas, por algum motivo, isso fica retido e não se alcança o clímax tão desejado. É importante descartar algumas situações, como a menopausa (na qual há menos lubrificação), a ação de alguns medicamentos, como os anti-hipertensivos, ou o tabagismo, que dificulta a irrigação sanguínea nos órgãos genitais.

O bom de tudo isso é que, na grande maioria das vezes, a situação pode ser revertida. São raras as vezes em que uma mulher, que lida de forma adequada com seu problema, não encontra a solução. Adicionalmente, compreender o papel das emoções e da saúde física pode ser crucial para a recuperação.

A seguir, veremos quais são as causas mais comuns da anorgasmia feminina.

Bloqueio psicológico

O bloqueio psicológico pode ter a ver com lubrificação feminina em excesso e falta de prazer. Trata-se de um dos motivos mais comuns, sendo que, de forma consciente ou inconsciente, impede o desfrute pleno do sexo. Podem existir muitas razões para isso, entre as mais comuns:

  • Má relação com o parceiro, conflitos não resolvidos;
  • Ansiedade ou depressão;
  • Vergonha;
  • Vergonha do seu corpo;
  • Estresse;
  • Educação muito restrita;
  • Crenças religiosas ou culturais;
  • Culpa;
  • Desconhecimento do próprio corpo;
  • Medo de perder o controle;
  • Violência do parceiro.

Podem existir muitas outras causas, caberá a você tentar encontrar o que está acontecendo.

O que fazer?

Como primeira medida, reconhecer que algo está acontecendo com você já é um grande passo. Deve-se perguntar e questionar o que está acontecendo, se antes você sentia o sexo de forma diferente ou se nunca conseguiu sentir um orgasmo completamente.

Existem dois pontos principais para encontrar a saída:

  • Fale com seu parceiro: Deixar seu parceiro ciente disso sempre é algo positivo e, muitas vezes, é suficiente para reverter o que está te acontecendo. Esta comunicação pode abrir portas para novas experiências e compreensão mútua.
  • Busque ajuda profissional: Encontrar um guia adequado para desbloquear o que está acontecendo contigo pode ser de grande ajuda. Tanto se a causa for emocional, quanto psicológica ou física, consultar um(a) especialista em sexologia é importante para encontrar a saída. Se você sofre de violência do parceiro, é muito importante que peça ajuda. Além disso, a terapia pode oferecer novas perspectivas e estratégias para lidar com as emoções.

Problemas ginecológicos

Pode ser que, depois de uma cirurgia, uma doença ginecológica grave ou até mesmo depois do parto, você sinta algo estranho ou diferente em seu órgão genital. Se foi tudo muito recente, pode ser que sinta algum incômodo ou dor. Nestes casos, procure seguir as instruções do(a) profissional que te tratou.

Além disso, muitas vezes a parte psicológica nos prega peças, por causa da insegurança, medo ou vergonha.

Por outro lado, algumas infecções (como as vaginites) ou doenças genitais (como miomas) podem provocar dor durante as relações sexuais. A dor, quando não tratada, pode levar a um ciclo de ansiedade e evitação, agravando o problema inicial.

As vaginites mais frequentes e que podem causar maior secreção vaginal são:

Candidíase

Seus principais sintomas são uma secreção clara e esbranquiçada, além de sensação de ardência ou coceira. É provável que durante a relação sexual ou depois dela sinta incômodos.

Tricomoníase

A tricomoníase produz um fluxo esverdeado que coça, inclusive a infecção pode provocar dor e complicações, podendo afetar o útero.

Esta doença costuma ser transmitida sexualmente, portanto, é importante que, além de tratar sua infecção, seu parceiro também faça o tratamento. Por outro lado, devem ser descartadas outras doenças que são transmitidas da mesma forma, como o HIV ou a hepatite.

Se você precisa de tratamento, pode recorrer ao médico ou médica que te tratou para verificar se está tudo dentro do normal. É essencial se consultar caso apresente incômodos nesta área e não tenha um histórico disso.

Fale com seu parceiro, explique para ele o que sente e o que precisa.

Se você sofre de uma infecção, é preciso tratá-la. No caso da cândida, podem ser necessários óvulos vaginais ou medicação via oral. No caso da tricomoníase, é administrado um antiparasitário via oral, o mais frequente é o metronidazol. O tratamento adequado pode prevenir complicações futuras e restaurar o bem-estar.

Medicamentos

Existem alguns medicamentos que podem dificultar o orgasmo e afetar a lubrificação feminina. Entre eles:

  • Antidepressivos;
  • Antipsicóticos;
  • Antialérgicos.

Tratamento

Se notar que a falta de prazer durante as relações sexuais apareceu depois de começar a tomar um novo medicamento, é necessário consultar seu médico ou médica para saber se é possível que isso tenha alguma relação. Ajustes na dosagem ou substituição por outra medicação podem ser necessários.

Procure não suspender por conta própria uma medicação importante. O(a) profissional que te indicou o medicamento pode substituí-lo ou suspendê-lo conforme achar conveniente. A comunicação aberta com seu médico é crucial para encontrar a solução correta.

Consumo excessivo de álcool

A ingestão em excesso de álcool pode fazer com que você não sinta o prazer que sentia anteriormente durante o sexo.

Manter relações sexuais depois de ingerir grandes quantidades de álcool pode fazer com que apareçam dificuldades na sensação do orgasmo. Além disso, o álcool pode diminuir a capacidade de resposta do corpo aos estímulos sexuais, resultando em uma experiência menos satisfatória.

O que fazer?

Se você acha que este é o seu caso, é importante notar que o álcool está sendo um problema para você. Se não conseguir parar de consumi-lo por conta própria, é melhor buscar ajuda. Considerar programas de apoio ou terapia pode ser um passo importante para melhorar sua qualidade de vida.

A falta de orgasmo é apenas um entre tantos problemas sérios que o consumo excessivo desta substância pode causar. O reconhecimento e a busca por alternativas saudáveis são fundamentais para a recuperação.

Outros conselhos no caso de não sentir nada ao ter relações

Como vimos, as causas de você conseguir ficar lubrificada mas não sentir prazer durante as relações sexuais podem ser as mais diversas, mas você pode sempre encontrar uma maneira de tratar isso.

Falar com seu parceiro ou pedir ajuda a um(a) profissional é essencial. Entender que você não está sozinha nisso e que não é a única mulher que sofre este problema te ajudará a enfrentar as coisas de outro modo. Os seguintes conselhos podem te ajudar a melhorar suas sensações ao manter relações:

Procure relaxar

Deixe os problemas de lado, acalme sua mente, busque silêncio dentro de você. Foque no que está vivendo e viva isso plenamente em seu corpo, mente e espírito. Técnicas de meditação e respiração podem ser úteis para alcançar um estado de relaxamento.

Explore seu corpo

Se nunca sentiu um orgasmo, dê a si mesmo o tempo e espaço para conhecer seu corpo. Se observe, toque e experimente o que te faz sentir bem, desta forma, poderá guiar melhor seu parceiro durante a relação sexual.

Você também pode buscar formas de inovar. Experimente novas posições, use estimuladores. Mudar a rotina pode te ajudar a se conhecer melhor. A descoberta pessoal é um passo fundamental para a satisfação.

Faça atividades físicas

Ao se mover, você libera endorfinas. Estas são os hormônios da felicidade, que te ajudarão a se sentir melhor, ter mais confiança e relaxar. Além disso, o exercício regular melhora a circulação sanguínea, o que pode beneficiar a saúde sexual.

Descanse o suficiente

O estresse e a falta de sono deterioram seu corpo e sua mente. Busque jantar algo leve e dormir cedo. Um bom descanso faz maravilhas. O sono reparador é vital para o equilíbrio emocional e físico.

Alimente-se de forma saudável

Os produtos ultraprocessados, refinados (farinhas, açúcar, sal), excesso de laticínios e carnes geram doenças de todo tipo.

Sempre busque alimentos mais naturais, sem aditivos ou conservantes. Dê preferência a grãos integrais, frutas, verduras e legumes. Sentir-se bem fisicamente te ajudará a se sentir melhor emocionalmente. Uma dieta equilibrada pode ter um impacto positivo em seu bem-estar geral.

Busque ajuda profissional

Deixe a vergonha de lado e consulte um(a) sexologista. Estes profissionais estão mais do que acostumados a receber estes tipos de consultas e saberão te aconselhar adequadamente, para que se sinta muito melhor e fique satisfeita durante o sexo. A orientação de um especialista pode abrir novas perspectivas e soluções.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Bibliografia
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