O que não comer quando as plaquetas estão baixas?

O que não comer quando as plaquetas estão baixas?

A forma como nos alimentamos influencia diretamente a coagulação do sangue. Neste artigo, você encontrará informações sobre diferentes substâncias presentes em alimentos e suplementos que podem afetar o funcionamento das plaquetas, especialmente em pessoas com plaquetas baixas ou trombocitopenia.

Alguns componentes naturais, como os gingeróis (do gengibre), a alicina (do alho), os salicilatos (presentes em várias frutas e especiarias), os ácidos graxos ômega-3, bem como as enzimas do abacaxi (bromelina) e do mamão (papaína), podem exigir cautela. Embora em certas situações tragam benefícios, quando as plaquetas estão baixas, eles podem aumentar o risco de sangramento ou dificultar a coagulação adequada.

Se você quer saber mais sobre este tema, continue lendo este artigo do ONsalus sobre "O que não comer quando as plaquetas estão baixas?".

1. Gengibre

O gengibre, quando consumido em suplementos, chá concentrado ou em pó em doses elevadas, pode atuar como inibidor da agregação plaquetária. Isso significa que ele dificulta que as plaquetas se unam umas às outras para formar coágulos. Os responsáveis por esse efeito são os gingeróis e os salicilatos naturais, que lhe conferem propriedades anticoagulantes, embora mais suaves do que as da aspirina.

Em pessoas com plaquetas baixas (trombocitopenia), esse efeito pode ser perigoso, já que as poucas plaquetas disponíveis não conseguem se unir de maneira adequada, aumentando o risco de sangramentos espontâneos. Por outro lado, em quem tem uma contagem plaquetária normal, o gengibre pode ser benéfico para a circulação.

Por esse motivo, se você sofre de trombocitopenia, o mais recomendável é evitar o consumo de gengibre em qualquer uma de suas apresentações.

2. Alho

Com o alho acontece algo semelhante. Embora seja bem conhecido por suas propriedades medicinais, ele também tem a capacidade de fluidificar o sangue graças à alicina, uma substância que atua como antiagregante plaquetário natural.

O consumo de suplementos de alho concentrado ou de alho cru em grandes quantidades pode aumentar de forma significativa o risco de hemorragias em pessoas com plaquetas baixas. Por outro lado, quando o alho é cozido como parte das refeições, ele perde grande parte desse efeito.

3. Mirtilos e frutas vermelhas

Os mirtilos, as amoras, as framboesas e os morangos contêm altos níveis de ácido salicílico, o componente natural da aspirina. Como você deve saber, os salicilatos são conhecidos por suas propriedades anticoagulantes e antiagregantes.

Evidentemente, consumir uma porção pequena de alguma dessas frutas não representará um risco crítico para alguns pacientes. No entanto, sua ingestão regular ou em grandes quantidades pode ter um efeito cumulativo que fluidifica o sangue. Sendo assim, o mais prudente é limitar o consumo dessas frutas para não incrementar o risco e comprometer a coagulação.

4. Abacaxi e mamão

Algo parecido ocorre com o abacaxi e o mamão. O abacaxi contém bromelina e o mamão contém papaína, duas enzimas que ajudam a decompor proteínas, mas que também podem interferir na coagulação do sangue, afetando diferentes fatores que participam desse processo.

Na medicina, a bromelina é estudada por suas propriedades antitrombóticas (evita a formação de coágulos) e anti-inflamatórias. No entanto, em pessoas com plaquetas baixas, o consumo excessivo dessas frutas pode aumentar o risco de sangramento e até mesmo favorecer a trombocitopenia.

5. Peixe e suplementos de ômega-3

O ômega-3, presente em peixes gordurosos como o atum ou o salmão, tem um efeito anticoagulante. Em doses elevadas, pode impedir que as plaquetas se agreguem e prolongar o tempo de sangramento.

Consumir peixes gordurosos como parte de uma dieta equilibrada, uma ou duas vezes por semana, é seguro e benéfico. O risco aparece com os suplementos concentrados de ômega-3, que fornecem doses muito altas e podem ter um efeito similar ao de um medicamento.

6. Alimentos ácidos e irritantes

A razão pela qual se devem evitar esses alimentos é que eles podem danificar a mucosa do sistema digestivo. Condimentos picantes como a pimenta, molhos muito apimentados, alimentos muito ácidos como o vinagre ou o excesso de frutas cítricas como o limão ou a laranja podem irritar e erosionar o estômago e o esôfago.

Se uma pessoa tem uma úlcera sem diagnóstico ou sofre de gastrite, o consumo desses alimentos pode aumentar o risco de sangramento gastrointestinal. E, em alguém com plaquetas baixas, esse tipo de sangramento pode se tornar um problema sério e perigoso.

7. Alimentos crus ou mal passados

Alimentos crus ou mal passados também estão proibidos se você tiver plaquetas baixas, pois esses alimentos podem abrigar micro-organismos causadores de infecções, que são particularmente problemáticos quando as plaquetas estão baixas.

Qualquer infecção exigirá o uso de antibióticos, o que por sua vez afeta a função sanguínea. Por isso, todos os alimentos que você consumir devem estar bem cozidos e manipulados de forma higiênica e adequada.

8. Queijos ou laticínios não pasteurizados

Queijos macios e laticínios não pasteurizados podem conter bactérias como a listeria, capazes de provocar infecções graves. Esse risco é ainda maior em pessoas com plaquetas baixas, já que a infecção pode complicar a coagulação e gerar problemas importantes.

Por isso, o mais recomendável é consumir apenas queijos e laticínios pasteurizados, que passaram por um processo seguro de eliminação dessas bactérias.

9. Frios, patês e embutidos crus

Assim como no tópico anterior, este tipo de alimento costuma conter bactérias como listeria, toxoplasma ou salmonela. Em pessoas com plaquetas baixas, uma infecção por qualquer um desses micro-organismos pode complicar o processo de coagulação e aumentar o risco de sangramento. Por isso, é aconselhável escolher opções bem cozidas e adequadamente armazenadas.

10. Canela

A canela normalmente encontrada nos supermercados é da variedade cássia, que contém um composto chamado cumarina. Ao ser metabolizada no fígado, a cumarina tem efeitos anticoagulantes, por isso é considerada um alimento proibido para pessoas com plaquetas baixas.

Existe outra variedade, a canela-do-ceilão, que contém muito menos cumarina, mas mesmo assim deve ser consumida com cautela por quem tem trombocitopenia.

11. Suplementos de ginkgo biloba

O ginkgo biloba é um suplemento muito popular para melhorar a memória e a circulação sanguínea. Seu efeito circulatório se deve à inibição do fator ativador de plaquetas, uma molécula chave no processo de coagulação.

Ao consumir ginkgo biloba, as plaquetas têm dificuldade para se unir entre si e às paredes dos vasos sanguíneos, produzindo um forte efeito anticoagulante. Isso pode ser especialmente perigoso em pessoas com plaquetas baixas, já que seu sistema de coagulação já é deficiente e o risco de sangramento aumenta.

12. Álcool

Se você tem plaquetas baixas, é importante evitar o consumo de álcool, pois seu efeito pode ser duplamente perigoso:

  1. O álcool atua como depressor da medula óssea, que é o órgão responsável pela produção das plaquetas. Isso significa que o consumo elevado pode reduzir ainda mais a produção de plaquetas, agravando o problema de base;
  2. Além disso, o álcool interfere na função das plaquetas existentes, dificultando que se unam e formem coágulos, essenciais para estancar sangramentos.

Até mesmo uma pequena quantidade de álcool pode aumentar significativamente o risco de hemorragias, tanto internas quanto externas.

Como aumentar as plaquetas?

Não existe um alimento ou suplemento milagroso que eleve as plaquetas de maneira rápida. Assim, a estratégia vai depender da causa das suas plaquetas baixas. No entanto, existem alguns nutrientes essenciais para aumentar suas plaquetas:

  • Vitamina B12, encontrada principalmente em verduras de folhas verdes, leguminosas, ovos, peixe e leite;
  • Ferro, presente em carnes vermelhas magras, lentilhas e espinafre;
  • Vitamina K, que embora não aumente o número de plaquetas, ajuda no seu funcionamento adequado. Está presente em vegetais folhosos como espinafre, brócolis e alface;
  • Vitamina C, que ajuda a melhorar a absorção de ferro e é um poderoso antioxidante. Encontra-se em alimentos como kiwi, pimentão e brócolis.

Elevar as plaquetas exigirá uma combinação de tratamento médico com uma dieta nutritiva e equilibrada, evitando tudo que possa prejudicar a coagulação. No artigo a seguir você pode ver quais são os "Valores normais de plaquetas no sangue".

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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