O sangramento depois da relação é uma condição que pode ser preocupante visto que, apesar de ser comum, não deve ser ignorada. Sangrar depois da relação pode dever-se a várias causas, algumas delas podem ser corrigidas facilmente alterando os hábitos sexuais, no entanto, outras requerem uma revisão ginecológica para descartar a presença de diversas patologias.
Se você quer saber se o sangramento após a relação é normal, continue lendo este artigo do ONsalus onde explicamos tudo.
Sangramento após primeira relação
O sangramento após primeira relação é algo completamente normal e, em princípio, não indica nenhum perigo. Embora nem todas as mulheres sangrem depois da primeira relação sexual, esse fenômeno é explicado pelo rompimento do hímen, a membrana fina que se encontra entre o conduto vaginal e a vulva.
Outras causas que podem originar sangramento depois da relação durante os primeiros encontros são as penetrações muito bruscas ou um excesso de fricção. É importante lembrar que é necessário avançar na relação lentamente e pouco a pouco, experimentando posições à medida que elas se tornam mais confortáveis e seguras, o que ajudará a evitar o desconforto. Se, algum tempo depois de iniciar a atividade sexual, a mulher continua sangrando, é oportuno visitar o ginecologista.
Vale ressaltar que a saúde ginecológica é fundamental em todas as fases da vida. Portanto, consultas regulares com um profissional podem ajudar a prevenir e tratar condições que possam surgir ao longo do tempo. Ignorar sintomas ou atrasar a busca por orientação médica pode levar a complicações desnecessárias.
Pequeno sangramento após relação: sexo intenso
Esta é, possivelmente, uma das causas mais comuns para existir sangramento após a relação. Se a mulher não lubrifica de forma adequada, as penetrações não serão suaves e, quando são muito intensas, podem produzir-se pequenas lesões na mucosa vaginal que originam o sangramento.
A prática de preliminares para estimular a penetração, optar por um lubrificante comercial à base de água e evitar o sexo demasiado brusco são boas medidas para prevenir este problema.
Além disso, uma comunicação aberta entre os parceiros pode facilitar a identificação de preferências e limites durante a relação sexual, promovendo uma experiência mais prazerosa e segura para ambos. Investir em educação sexual e conscientização sobre o próprio corpo também pode ser extremamente benéfico para evitar desconfortos e lesões.
Sangramento após relação sexual: DST's
Quem tem relações sexuais sem usar preservativo está arriscando o contágio de doenças de transmissão sexual ou DST's. Algumas delas não se manifestam e são assintomáticas, no entanto outras podem apresentar diversos sintomas como a alteração nas secreções vaginais, coceira na vagina, dor ao urinar ou ao ter relações e sangramento após relação.
Algumas das DST's que podem ser responsáveis por esse sangramento são:
- A gonorreia
- A clamídia
- A tricomoníase
Após a prática de sexo sem proteção e na presença de vários dos sintomas mencionados anteriormente, recomendamos que você visite o seu ginecologista para descartar a possibilidade de ter uma DST.
Além dos riscos de transmissão de DSTs, é importante mencionar a relevância do uso de preservativos também na prevenção de infecções que podem causar complicações a longo prazo. Algumas infecções podem levar a infertilidade ou a problemas crônicos se não forem tratadas adequadamente. Portanto, a prevenção é sempre o melhor caminho.
Sangramento após relação e dor no pé da barriga: Inflamação
Infecções por fungos, bactérias, reações alérgicas a produtos como espermicidas ou lubrificantes ou inclusivamente a descida dos níveis de estrogênio durante a menopausa podem originar uma inflamação na vagina ou no colo do útero que, entre outros sintomas, dão lugar ao sangramento após relação.
Outros sintomas como a dor durante a penetração, coceira e ardência podem evidenciar que algo está errado. Nestes casos, é imprescindível visitar o ginecologista para determinar a causa da inflamação e o tratamento adequado.
Uma abordagem proativa na saúde íntima, que inclua exames médicos regulares e um diálogo aberto com o profissional de saúde, pode garantir um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz. Além disso, compreender os sinais do corpo e agir rapidamente diante de anormalidades pode fazer uma diferença significativa na recuperação e no bem-estar geral.
Sangramento depois da relação: Doença inflamatória pélvica
Esta condição é originada por bactérias que entram pela vagina e viajam até ao colo do útero, às trompas de Falópio ou aos ovários, originando, geralmente, uma infecção. Trata-se de uma patologia comum em pacientes que sofrem ou já sofreram de DST's como a gonorreia e clamídia, mas também pode contagiar-se durante o parto, através da inserção de um DIU, por um aborto ou em qualquer condição que permita que esta região esteja exposta às bactérias.
A doença inflamatória pélvica provoca menstruações irregulares, dores menstruais e durante o sexo, febre, secreção vaginal de aspecto e odor anormal, assim como sangramento depois da relação. Perante a presença destes sintomas, é imprescindível visitar um ginecologista.
É fundamental que qualquer suspeita de doença inflamatória pélvica seja abordada com seriedade. O tratamento precoce pode ajudar a prevenir complicações mais graves, como a formação de cicatrizes que podem afetar a fertilidade. O acompanhamento médico regular é crucial para garantir a saúde reprodutiva e o bem-estar geral.
Sangramento fora do período menstrual: Endometriose
A endometriose apresenta-se quando o tecido do endométrio começa a crescer fora do útero, o que dá lugar a menstruações irregulares e muito dolorosas, dor e câimbras na pélvis assim como a possibilidade de sangramento após relação.
Se os seus períodos menstruais são irregulares e dolorosos, e além disso sangrou várias vezes depois do sexo, o melhor é recorrer ao ginecologista para descartar a presença desta condição.
Além dos sintomas mencionados, a endometriose pode impactar significativamente a qualidade de vida, interferindo nas atividades diárias e na vida sexual. O diagnóstico adequado e o tratamento personalizado podem ajudar a gerenciar a condição de forma eficaz, proporcionando alívio dos sintomas e melhorando o bem-estar geral.
Sangramento intermenstrual: outras causas
- Mudanças hormonais como as que se produzem durante um tratamento de reposição hormonal ou devido às mudanças nos níveis de progesterona.
- Pólipos no útero, caracterizam-se por sangramento intermenstrual e por episódios de sangramento depois da relação.
- Displasia cervical, apresenta-se quando as células do útero apresentam mudanças anormais. É uma condição pre-cancerosa por isso deve ser atendida com rapidez para evitar o câncer. A maioria das vezes não apresenta sintomas, no entanto pode detectar-se facilmente através de um papanicolau ou citologia, razão pela qual é fundamental realizar este exame anualmente ou a cada 2 anos.
- Câncer do colo do útero, em uma etapa inicial não apresenta sintomas, depois podem manifestar-se sinais como sangramento anormal entre menstruações, fluxo vaginal em grandes quantidades e menstruação abundante. Novamente, a citologia é a melhor arma para o detectar, por isso é fundamental realizá-la com frequência.
Além dos fatores mencionados, é pertinente destacar que alterações hormonais podem ocorrer devido a stress, mudanças na dieta ou exercício físico intenso. Manter um estilo de vida equilibrado e consultar regularmente um médico podem ajudar a identificar e tratar precocemente qualquer irregularidade que possa surgir.
Quando ir ao médico com urgência
- Se o sangramento é frequente ou abundante.
- Se, além disso, apresenta dor ou ardência durante o sexo.
- Quando se manifestam outros sintomas como alterações na sua menstruação, dores menstruais fortes, febre, coceira ou ardência na região vaginal.
- Se falamos de sangramento após relação na gravidez.
É crucial buscar atendimento médico imediato em caso de sangramento persistente ou associado a outros sintomas preocupantes. A intervenção oportuna pode ser decisiva na identificação de condições subjacentes e na prevenção de complicações mais graves. Nunca hesite em procurar ajuda profissional quando algo parecer fora do normal.
Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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- "Sangramento vaginal" por David H. Barad, MD, MS, Director of Assisted Reproductive Technology, Center for Human Reproduction. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/ginecologia-e-obstetr%C3%ADcia/sintomas-de-dist%C3%BArbios-ginecol%C3%B3gicos/sangramento-vaginal