Saber que depois da menopausa não se deveria ver nenhum tipo de sangramento permite que a mulher fique atenta a alguns sinais. Toda manifestação pós-menopausa deve ser consultada com o ginecologista imediatamente. A maioria das causas pelas quais pode ocorrer está associada a pólipos e ao câncer endometrial. No entanto, todas as razões devem ser estudadas e tratadas a tempo.
A menopausa é caracterizada e definida basicamente pela ausência total da menstruação. Sabendo disso, qualquer modificação representa um sinal de alerta que o corpo envia para dizer que algo não está bem, desta maneira evitamos muitos problemas ginecológicos. Neste artigo do ONsalus, esclarecemos todas as suas dúvidas sobre o sangramento pós menopausa: causas. Além disso, no seguinte artigo te explicamos todas as suas possíveis causas.
Sangramento após menopausa é normal?
A menopausa é uma das etapas vitais da mulher e é definida como a ausência da menstruação durante, pelo menos, 12 meses. Justamente este conceito ou definição permite esclarecer a dúvida em relação ao sangramento pós-menopausa.
A verdade é que qualquer manifestação depois da menopausa é considerada anormal e requer avaliação médica imediata. Clinicamente, este tipo de sangramento é chamado de metrorragia pós-menopausa e ocorre depois de um ano sem descer menstruação. Ou seja, NÃO é normal haver sangramento depois da menopausa.
Em média, a menopausa ocorre aproximadamente aos 51 anos, com um tempo de intervalo padrão entre os 45 e 55 anos de idade. Conhecer sua história familiar e estar ciente dos sintomas típicos da menopausa pode ajudar as mulheres a se prepararem melhor para essa transição natural.
Sangramento pós menopausa: causas
Sabendo agora que o sangramento depois da menopausa não é normal, é essencial conhecer as razões pelas quais isto acontece. A grande maioria dos casos se deve a algum problema ginecológico que deve ser tratado para prevenir futuras complicações. Em seguida, te explicamos as causas do sangramento depois da menopausa:
Pólipos uterinos
Os pólipos são a primeira causa em que pensar quando se apresenta sangramento depois da menopausa. Geralmente, são definidos como tumores não cancerígenos formados justamente no endométrio, esta é a camada que cobre internamente o útero ou o colo uterino. Embora este crescimento tumoral não esteja relacionado ao câncer, deve receber tratamento imediatamente. Em sua maioria, o sangramento por pólipos ocorre depois de ter relações sexuais.
Redução do endométrio
A redução do endométrio é a segunda razão relacionada com a presença de sangramento depois da menopausa. Isto quer dizer que há uma diminuição na espessura do endométrio, a camada interna do útero, que é clinicamente definida como atrofia endometrial. À medida que vai diminuindo, esta camada do útero vai apresentando o sangramento anormal.
Endométrio hiperplásico
Hiperplasia endometrial é a outra causa relacionada com o sangramento anormal depois da menopausa. Isto significa que há um aumento da espessura de revestimento do útero. A última causa a ser mencionada é o câncer de endométrio, este é o mais comum relacionado com o sistema reprodutor feminino, onde certos fatores de risco também influenciam para ter câncer de endométrio:
- Menarca ou início da menstruação quando jovem.
- Menopausa quando mais velha.
- Idade avançada.
- Períodos menstruais irregulares.
- Uso de medicamentos com estrogênios durante um longo período de tempo.
- Síndrome do ovário policístico.
- Obesidade.
- Fumar.
- Diabetes tipo 2.
- Hipertensão arterial.
Câncer de endométrio
O câncer de endométrio representa 13% dos cânceres diagnosticados em mulheres na Espanha[1]. A idade mais frequente na qual se manifesta o câncer de endométrio é entre os 55 e 59 anos, ou seja, depois da menopausa. Além dos fatores de risco mencionados, o histórico familiar e a predisposição genética também desempenham um papel importante.
Outras causas
Além das causas descritas anteriormente, existem muitas outras que são caracterizadas por apresentar sangramento depois da menopausa:
- Tratamento hormonal.
- Infecção no colo do útero.
- Outros tipos de câncer.
- Traumas ou lesões no trato genital.
- Distúrbios de coagulação sanguínea.
É importante ressaltar que qualquer sangramento anômalo deve ser investigado por um profissional de saúde para assegurar um diagnóstico e tratamento adequados.
Sangramentos irregulares na menopausa: diagnóstico
O ginecologista fará a avaliação física completa e o questionário, além da solicitação de alguns exames. A fim de realizar o diagnóstico em relação ao sangramento que ocorre depois da menopausa, podem ser solicitados exames médicos como:
- Biópsia endometrial: onde se pega uma pequena amostra de tecido do endométrico que é examinada em um laboratório através de um microscópio. Este procedimento é essencial para verificar se há presença de células cancerígenas.
- Ecografia transvaginal: que permite obter imagens dos órgãos que se encontram dentro da pélvis através de ondas sonoras. Permite determinar a espessura do endométrio e as características do útero. Este exame é indolor e fornece informações valiosas sobre a saúde uterina.
- Histeroscopia: é outro dos métodos de diagnóstico utilizados e é feito através da introdução de um instrumento com câmera através da vagina e do colo útero para poder visualizar o interior do útero. Este exame pode ser usado tanto para diagnóstico quanto para tratamento, dependendo do achado.
- Ressonância magnética: em alguns casos, pode ser recomendada para fornecer imagens mais detalhadas do útero e ajudar no planejamento do tratamento.
Todos esses exames são importantes para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz, conforme necessário.
Sangramento pós menopausa: tratamento
O tratamento vai depender da causa. Você pode conferir em seguida qual tratamento recebe cada uma destas condições. Continue lendo e descubra como tratar sangramento pós menopausa:
- No caso de se tratarem de pólipos, o tratamento ideal é a extração cirúrgica dos mesmos. Este procedimento geralmente é simples e pode ser realizado de forma ambulatorial.
- Por outro lado, no caso de estar relacionado com a atrofia endometrial e hiperplasia endometrial, é tratado medicamente com alguns remédios. O uso de terapia hormonal pode ser considerado para aliviar sintomas e reduzir riscos.
- Por último, o câncer endometrial é tratado com uma cirurgia, aplicando a histerectomia total. Além disso, a radioterapia e a quimioterapia podem ser necessárias, dependendo do estágio do câncer.
Independentemente do momento em qual ocorra o sangramento depois da menopausa, é importante ir ao ginecologista imediatamente. Desta forma, podem ser evitadas diversas complicações sérias para a saúde da mulher. A detecção precoce e o tratamento adequado são fundamentais para garantir o bem-estar da paciente.
Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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- García Enguita, Pilar (1998). Oncológico del área sanitaria de Teruel. Boletín nº8, Volumen 1. Recuperado el 23 de Noviembre de 2018 de: http://www.boloncol.com/boletin-8/cancer-de-endometrio.html