Muitas mulheres, por diversos motivos, já experimentaram sensibilidade nos seios. Na maioria dos casos, isso ocorre devido ao que é comumente conhecido como tensão pré-menstrual ou TPM. No entanto, essa sensibilidade pode estar associada a outras causas, como a menopausa ou o uso de certos medicamentos.
A sensibilidade nos seios, ou sentir dor nos seios ao tocá-los, pode ser aliviada em muitos casos com alguns cuidados ou remédios naturais. No entanto, é sempre conveniente determinar a causa desse desconforto para saber qual tratamento médico aplicar. Neste artigo do ONsalus, explicamos tudo o que você precisa saber sobre a sensibilidade nos seios: causas e tratamento.
Causas dos seios sensíveis
Muitas mulheres apresentam sensibilidade nos seios ao longo da vida, mas nem sempre é necessário um tratamento médico, já que os fatores causadores são variados. A intensidade da dor nos seios ao tocá-los ou a sensibilidade variam dependendo da gravidade da causa associada. Além disso, essa sensibilidade pode ocorrer em apenas um seio ou em ambos. As causas mais comuns da sensibilidade nos seios são:
- Tensão pré-menstrual: a menstruação ou a chamada tensão pré-menstrual é a causa mais frequente do surgimento da sensibilidade nos seios. Isso se deve às mudanças hormonais que ocorrem nessa fase, ou seja, ao aumento e diminuição do estrogênio associados ao ciclo menstrual. Segundo a Revista Médica de Costa Rica y Centroamérica[1], cerca de 5 a 8% das mulheres sofrem de Tensão Pré-menstrual (TPM).
- Uso de anticoncepcionais orais: o uso desse método anticoncepcional em particular provoca alterações hormonais, especialmente associadas ao estrogênio, o que torna os seios muito mais sensíveis.
- Gravidez: esta fase da vida da mulher possui diversas mudanças físicas, e uma delas pode ser a sensibilidade nos seios relacionada com as alterações hormonais. Isso costuma acontecer durante o primeiro trimestre da gravidez.
- Puberdade: nessa fase, é normal apresentar sensibilidade nos seios devido ao desenvolvimento do tecido mamário e a todas as alterações hormonais que ocorrem no corpo da adolescente. Além disso, é importante considerar que algumas práticas esportivas podem exacerbar a sensibilidade durante essa fase de crescimento.
Outras causas da sensibilidade nos seios
Além das causas descritas anteriormente, existem muitas outras que estão relacionadas com o aumento da sensibilidade em um ou em ambos os seios, como por exemplo:
- Medicamentos: alguns tratamentos apresentam efeitos colaterais, como medicamentos antidepressivos ou cardiovasculares, que podem causar dor ou sensibilidade nos seios. É crucial conversar com um profissional de saúde sobre os efeitos colaterais potenciais de qualquer medicamento.
- Roupa íntima inadequada: existem sutiãs no mercado que provocam desconforto nos seios, especialmente quando o apoio é inadequado. Da mesma forma, o uso desses durante exercícios físicos pode gerar dor, por isso é recomendado usar sutiãs esportivos. Além disso, tecidos irritantes ou costuras mal posicionadas podem agravar o problema.
- Amamentação: após o parto, o corpo feminino leva um tempo para retornar ao normal. Tal sensibilidade nos seios pode persistir durante o período de amamentação, também sendo associada ao ato de amamentar nos primeiros dias, que pode ser doloroso, especialmente para mães de primeira viagem.
- Mastite: essa condição pode ser causada por uma secreção inadequada de leite, resultando em acúmulo nos ductos, ou por infecção por vírus ou fungos. Além de provocar febre, causa dor intensa nas mamas. Em casos mais graves, pode ser necessário uso de antibióticos sob orientação médica.
- Cisto mamário: é um pequeno saco que se forma no interior dos seios e que fica cheio de líquido. Na maioria dos casos, é uma condição benigna e fácil de detectar através de uma ecografia mamária. A detecção precoce é importante para evitar complicações.
- Abscessos: em alguns casos, rachaduras nos mamilos podem ser uma via de fácil acesso para bactérias, resultando em acúmulo de pus no tecido mamário. Além disso, também podem causar febre e aumentar a sensibilidade mamária. É essencial manter uma boa higiene e procurar tratamento imediatamente se suspeitar de uma infecção.
Tratamento para os seios sensíveis
O tratamento dos seios sensíveis deve ser indicado por um médico ou médica de acordo com a causa de seu aparecimento. No entanto, existem alguns cuidados e conselhos simples que podem ser colocados em prática, caso esse incômodo esteja associado à tensão pré-menstrual ou outra condição simples de tratar:
- Compressas frias: aplicá-las nos seios durante um tempo adequado e tolerável pode melhorar o inchaço e a dor. O uso regular pode proporcionar alívio significativo.
- Vitamina E, B6, B1: esses suplementos vitamínicos combatem de forma eficaz a sensibilidade mamária. Uma dieta rica em nutrientes também pode ajudar a equilibrar os níveis hormonais.
- Evitar utilizar sutiãs inadequados: é importante escolher o tamanho ideal e um sutiã que suporte de maneira firme os seios. O uso de sutiãs com boa sustentação pode prevenir desconforto adicional.
- No caso de dor intensa nos seios, não hesite em consultar um médico ou médica. Você pode acalmar esse incômodo por um tempo tomando ibuprofeno ou paracetamol, sempre seguindo a orientação médica.
- Tomar um banho de água morna melhora consideravelmente essa condição, relaxando os músculos e reduzindo a tensão.
- Caso a sensibilidade ocorra durante a amamentação, extraia o leite quando a mama estiver cheia. Você pode fazer isso amamentando o bebê ou extraindo o leite com uma bomba manual ou elétrica. A prática regular pode prevenir o acúmulo de leite e a dor subsequente.
A sensibilidade mamária é bastante comum e, na maioria dos casos, não representa um problema difícil de ser tratado. Contudo, é importante consultar um médico se o incômodo ou sensibilidade estiver associado a outros sintomas, como febre, dor intensa nas mamas por mais de 10 dias, vermelhidão, secreção purulenta ou com sangue pelos mamilos, ou presença de algum caroço ou nódulo nos seios. A avaliação médica é essencial para garantir que não haja condições subjacentes mais sérias.
Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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- Solís, J. C. (2013). Diagnóstico y tratamiento del síndrome premenstrual. Revista Médica de Costa rica y Centroamérica, 70(608), 709-715.