Vírus do papiloma humano HPV

HPV em mulheres: sintomas e tratamento

Nídia Figueira
Por Nídia Figueira, Editora e redatora ONsalus. Atualizado: 7 setembro 2025
HPV em mulheres: sintomas e tratamento
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O Papilomavírus Humano ou HPV é a doença sexualmente transmissível mais comum e frequente em todo o mundo. Dos 100 tipos de HPV, 40 são sexualmente transmissíveis. Isso significa que se contagiam através do contato sexual direto sem proteção, da troca de fluidos ou do contato direto com uma mucosa infetada. Muitas mulheres sexualmente ativas sofrem com a doença sem ela manifestar sintomas ou consequências, mas uma porcentagem corre o risco de ter verrugas genitais ou de ver o risco de diversos tipos de câncer aumentar, dependendo do tipo de HPV contraído. Nesse artigo do ONsalus, explicamos em detalhe o HPV em mulheres: sintomas e tratamento.

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Índice
  1. O que é o HPV?
  2. Sintomas de HPV em mulheres
  3. Como saber se tenho HPV?
  4. Tratamento de HPV em mulheres
  5. Tipos de câncer causados pelo HPV na mulher
  6. HPV: prevenção

O que é o HPV?

O vírus do papiloma humano é a doença de transmissão sexual mais comum do mundo e conta com, aproximadamente, 100 cepas diferentes, das quais cerca de 40 apenas se contagiam por contato sexual. Muitas vezes, esta infecção não apresenta quaisquer sintomas, permanecendo no corpo por 8 meses a 2 anos e desaparecendo sozinha, sem provocar danos. Contudo, em alguns casos o vírus produz o aparecimento de verrugas genitais ou aumenta o risco de sofrer de diversos tipos de câncer.

Os especialistas dividem os diferentes tipos de HPV em:

  • HPV de baixo risco: inclui o tipo de infecções que pode provocar verrugas genitais ou pequenas mudanças no colo do útero, mas que não provocam câncer cervical. Entre as infecções desse tipo, encontramos o HPV 6 e 11, os mais comuns, além do 40, 42, 43, 44, 54, 54, 61, 72, 73 e 81.

  • HPV de alto risco: esses tipos de vírus podem provocar a formação de células anormais no colo do útero que aumentam o risco de sofrer de câncer cervical quando não são removidas a tempo. Os tipos de infecção incluídos nesse grupo são o 16 e o 18, responsáveis pelo maior número de pacientes com câncer cervical, além do 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68.

Cabe destacar que a detecção precoce e o acompanhamento médico adequado são fundamentais para evitar o desenvolvimento de complicações mais severas. Programas de vacinação e campanhas de conscientização têm desempenhado um papel crucial na redução da incidência do HPV ao redor do mundo.

HPV em mulheres: sintomas e tratamento - O que é o HPV?

Sintomas de HPV em mulheres

Na maioria dos casos, o contágio dessa condição não apresenta qualquer tipo de sintoma, razão pela qual é muito provável que a pessoa infectada nem saiba da sua existência. Isso aumenta o risco de contagiar outras pessoas quando não se usa preservativo durante a relação.

Caso uma pessoa contraia uma cepa de baixo risco, o sintoma de HPV em mulheres mais característico é o aparecimento de verrugas ou papilomas genitais. Eles consistem em pequenas protuberâncias na zona genital que podem ser compostos por verrugas planas pequenas ou grandes, elevadas ou com formato de couve-flor. Perante a detecção dessa anomalia, é muito importante consultar um ginecologista para fazer um exame que permita diagnosticar a presença e o tipo de HPV.

Além das verrugas, é importante estar atenta a outros sintomas que podem indicar a presença de HPV, como dor durante as relações sexuais, coceira ou sangramentos incomuns. Entretanto, a presença desses sintomas não é comum e, por isso, a consulta regular com um profissional de saúde é essencial para a detecção precoce e eficaz da infecção.

HPV em mulheres: sintomas e tratamento - Sintomas de HPV em mulheres

Como saber se tenho HPV?

Na maioria dos casos, como não existe um sintoma que indica que algo não está bem, o papiloma humano não se costuma diagnosticar. Contudo, perante o aparecimento de verrugas, é possível fazer uma análise macroscópica que permite uma identificação correta, ou um exame conhecido como colposcopia que permite observar a superfície do colo do útero ampliada e detalhadamente.

A citologia ou Papanicolau também permite determinar a presença de alterações celulares na zona cervical, assim como lesões que podem ser alarmantes e indicar a presença de um câncer produzido por HPV. Também existe um exame específico para mulheres que permite detectar o DNA de diferentes tipos de HPV de alto risco.

Comparecer nas consultas ginecológicas anuais e a consulta de um especialista caso surja uma verruga ou lesão genital são essenciais para garantir o bem-estar feminino. Ademais, a realização de exames regulares é importante mesmo na ausência de sintomas, já que o HPV pode estar presente sem manifestações visíveis. Por exemplo, mulheres com mais de 30 anos são frequentemente recomendadas a realizar testes de HPV em conjunto com o Papanicolau para melhor monitoramento da saúde cervical.

HPV em mulheres: sintomas e tratamento - Como saber se tenho HPV?

Tratamento de HPV em mulheres

Não existe um tratamento que permite eliminar o vírus do papiloma humano do nosso corpo, mas existe medicação específica que permite eliminar as verrugas genitais de forma tópica usando substâncias como a podofilina, o imiquimod ou o ácido tricloroacético. Estas substâncias devem ser prescritas por um ginecologista que nos explicará o modo de administrá-las e o tratamento a seguir.

Caso sejam detectadas células pré-cancerosas no colo do útero, existem diferentes procedimentos:

  • Crioterapia ou criocirurgia: se congelam os tecidos afetados para que sem destruídos.
  • Excisão electrocirúrgica com alça: a área afetada é eliminada usando uma alça quente.
  • Conização cirúrgica: é usada em lesões que não admitem outro tratamento ou quando se suspeita da existência de câncer. Consiste na extração do tecido com formato de cone do colo do útero através do uso do bisturi. Outra versão dessa técnica usa o laser para destruir o tecido cervical afetado.

Além dos tratamentos para verrugas e lesões pré-cancerosas, é fundamental manter um sistema imunológico forte, pois ele desempenha um papel vital no controle do vírus. Uma dieta balanceada, exercícios regulares e a redução do estresse são medidas que podem ajudar na manutenção da saúde geral e da capacidade do corpo de combater infecções.

Tipos de câncer causados pelo HPV na mulher

O Papiloma Vírus Humano de alto risco na mulher pode provocar diferentes tipos de câncer, como:

  • Câncer do colo do útero: provocado em 70% pelo HPV do tipo 16 e 18, é uma das condições que é maioritariamente provocada pela infecção desse vírus.
  • Câncer vaginal: o carcinoma de células escamosas é o principal tipo de câncer associado a essa condição, sendo responsável por 70% dos casos.
  • Câncer anal: provocado, na sua maioria, pelo HPV do tipo 16.
  • Câncer de orofaringe: os que são produzidos na garganta, amígdalas ou língua e que podem ser provocados pelo contágio de HPV 16 através do sexo oral sem proteção.
  • Câncer de vulva: o menos frequente de todos mas que em 50% dos casos é provocado pelo contágio desse vírus.

Por outro lado, é importante salientar que o rastreamento regular e as vacinas contra o HPV têm demonstrado eficácia significativa na redução da incidência desses tipos de câncer. A educação sobre os riscos e a importância da prevenção são passos essenciais que podem impactar positivamente a saúde pública.

HPV: prevenção

É possível apostar em algumas medidas que permitem a prevenção do HPV. Usar sempre preservativo durante a relação sexual e usar quadrados de látex durante o sexo oral é um dos métodos mais eficazes de prevenir o contágio do HPV e de qualquer outra doença sexualmente transmissível, especialmente quando se mantêm vários parceiros sexuais.

Adicionalmente, é conveniente receber a vacina contra o vírus do papiloma humano conhecida como Gardasil. Ela pode ser administrada em mulheres entre os 9 e 26 anos e ajuda a prevenir a presença de verrugas e lesões pré-cancerosas provocadas pelos vírus do tipo 6, 11, 16 e 18. Outra vacina aprovada tem o nome de Cervarix e previne as doenças provocadas pela infecção dos vírus do tipo 16 e 16, sendo também aplicada em pacientes entre os 9 e os 26 anos.

Neste sentido, é importante estar ciente de que, apesar de as vacinas não eliminarem o vírus em quem já foi exposto, elas são extremamente eficazes na prevenção de novas infecções e, consequentemente, na redução do risco de desenvolvimento de cânceres relacionados ao HPV. Aos poucos, a imunização tem sido vista como uma das grandes aliadas na luta contra as complicações causadas por esse vírus.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Monica Melo
obrigada por compartilhar essa informação, muito útil!
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