Partilhar

Caroço no seio: causas e soluções

Por Nídia do Carmo, Editora e redatora ONsalus. Atualizado: 16 agosto 2018
Caroço no seio: causas e soluções

Encontrar um caroço na mama é algo alarmante para qualquer mulher, já que automaticamente ganha o medo de ter câncer de mama. No entanto, é fundamental saber que a maioria dos caroços encontrados nas mamas não são um sinal de câncer, embora devam ser explorados por um especialista médico. Na maioria dos casos, esse pequeno caroço é apenas uma consequência de mudanças fibrocísticas no tecido mamário. Logo, se você descobriu um caroço no seio, o melhor é ter paciência e manter a calma.

O tecido que compõe as glândulas mamárias pode sofrer muitas transformações, sendo que até a sua consistência pode variar de acordo com a fase do ciclo menstrual ou da fase da vida da mulher. A maioria dessas alterações não são tumorosas e, quando são, não costumam ser câncer de mama. Muitas condições são associadas à formação de uma bolinha no seio, para conhecer todas elas recomendamos que você continue lendo esse artigo do ONsalus sobre caroço no seio: causas e soluções.

Também lhe pode interessar: Líquido saindo da mama quando aperta: causas

Mamas fibrocísticas

A mastopatia fibrocística é uma condição benigna que faz com que o seio se torne grumoso graças ao crescimento excessivo do tecido mamário. Essa doença não está associada ao câncer de mama, sendo mais comum em mulheres de idade fértil, embora também possa surgir após a menopausa. Para diagnosticar mamas fibrocísticas em mulher, basta examinar os seios dela e sentir o tecido fibroso junto com pequenas protuberâncias (cistos) que podem ser dolorosos. No geral, a dor pode surgir em uma ou em ambas as mamas e em qualquer fase menstrual. Contudo, o desconforto costuma ser mais intenso durante a menstruação.

Também é possível que a mulher sinta coceira, ardência, dor nas axilas, desconforto ao usar sutiã e que, esporadicamente, o bico da mama segregue uma substância que pode ser cremosa, branca ou esverdeada, mas nunca com sangue. As mulheres que sofrem dessa condição devem fazer auto-exame mamário de forma disciplinada para garantir que não surgem novas massas e que certos caroços não aumentaram de tamanho.

No geral, as mamas se tornam fibrocísticas graças a mudanças nos processos hormonais femininos associados à gravidez, lactância, menopausa, uso de implantes mamários, consumo de pílula anticoncepcional e terapia de reposição hormonal usada para tratar os sintomas do climatério.

Tratamento para mastopatia fibrocística

Esta condição não tem cura, mas não apresenta nenhum risco para a saúde da mulher além dos sintomas que provoca. Se recomenda que pessoas com mama fibrocística diminuam o consumo de cafeína por alguns meses e tomem analgésicos não esteroides em caso de dor severa. Uma hidratação correta para evitar a retenção de líquidos também é importante para cuidar desse tipo de seio.

Caroço no seio: causas e soluções - Mamas fibrocísticas

Cisto na mama

Os cistos são pequenas bolinhas de água que são mais comuns em mulheres com mamas fibrocísticas, sendo uma das causas mais comuns de um caroço no seio. Ao contrário dos tumores, os cistos são lisos, o seu tamanho pode variar e costumam se mover por toda a mama. Por vezes, os cistos podem ser tão pequenos que são imperceptíveis ao tato e apenas se detectam numa ecografia mamária ou mamografia. Este tipo de massas nem sempre provoca dor mas, quando são detectadas, deve ser realizada uma punção para descobrir o que existe no seu interior.

Tratamento de cistos nos seios

Os cistos que aparecem nas mamas costumam ser condições benignas que não apresentam nenhum risco para a saúde da mulher. Contudo, uma vez que o cisto no seio é encontrado, é essencial fazer exames avançados como um mamograma ou punção para analisar o formato e o conteúdo do cisto. No geral, os cistos não se extraem e, em alguns casos, podem ser receitados medicamentos para tratar a dor e os sintomas. A cirurgia é uma opção em raras ocasiões.

Fibroadenomas nas mamas

São tumores benignos que aparecem nas mamas e que não são associados ao câncer. Surgem graças a um crescimento excessivo, anormal e rápido das células dos seios e são reconhecidas por serem duros, ao contrário dos cistos que são compostos de água, não apresentando uma massa sólida.

Os fibroadenomas também podem provocar dor e, ao contrário do tumor maligno, não se propagam para outras partes do organismo. Quando o tumor é grande, pode mudar o tamanho e formato do seio e, dependendo da sua localização, pode até provocar secreções do mamilo. Essas massas costumam ser compostas de tecido mamário, se movem facilmente sob a pele, têm arestas lisas e definidas e são firmes e elásticas.

Tratamento de fibroadenomas

A única forma de diagnosticar um tumor benigno é fazendo uma biopsia do caroço no seio. Durante esse procedimento, se extirpará parte ou toda a protuberância para examinar a sua composição no microscópio. Quando a biopsia é normal, o médico e a mulher decidem de retiram ou não o tumor através de uma cirurgia para aliviar a dor que o caroço pode provocar. Quando o tumor não se move, é necessário estudá-lo anualmente através de mamografia, ecografia e exame físico.

Câncer de mama

O câncer de mama é um tumor maligno que se forma no tecido dos seios. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Organização Mundial de Saúde representa 16% de todos os cânceres femininos. O tumor maligno não apresenta sintomas, é uma massa de arestas irregulares muito dura que pode ser acompanhada de alterações no mamilo ou no formato da mama, vermelhidão, pele semelhante a casca de laranja e secreções amareladas ou esverdeadas como pus no bico da mama.

Na sua fase inicial, o câncer não costuma apresentar qualquer tipo de sintoma que não seja a presença de nódulo na mama ou na axila. É por esse motivo que é tão importante autoexaminar as mamas uma vez por mês, de preferência cinco dias depois da chegada da menstruação. Quanto mais cedo for diagnosticada, melhores os prognósticos de cura da doença.

Tratamento do câncer de mama

O tratamento do câncer de mama depende de fatores como o tipo de tumor, o grau da doença, a sensibilidade do câncer às hormonas ou se o tumor produziu o gene HER2/neu no corpo. No entanto, esse tipo de câncer costuma ser tratado da seguinte maneira:

  • Quimioterapia: administração de medicamentos por via endovenosa para destruir as células.
  • Radioterapia: aplicação de radiação na mama na zona do tumor e em torno dele para destruir o tecido canceroso.
  • Cirurgia: para extirpar o tumor ou esvaziar a mama de forma parcial ou total. A cirurgia dependerá das necessidades da pessoa, do estado do câncer e do tamanho do tumor.
  • Terapia hormonal: medicamentos para evitar a propagação do tumor e o crescimento do mesmo. Também se prescrevem para prevenir o aparecimento de um novo tumor durante o período de remissão.
Caroço no seio: causas e soluções - Câncer de mama

Caroço na mama: o que fazer?

A primeira coisa a fazer é manter a calma e evitar pensar de imediato que é câncer. Não esqueça que, como mencionamos no início desse artigo, a maioria das massas encontradas nos seios são benignas e não estão associadas a câncer de mama. Perante a presença de um caroço no seio, o melhor é agendar uma consulta no ginecologista de imediato para que ele faça um exame físico e receite os testes necessários para avaliar a massa e, assim, obter um diagnóstico correto.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

Se pretende ler mais artigos parecidos a Caroço no seio: causas e soluções, recomendamos que entre na nossa categoria de Sistema reprodutor feminino.

Escrever comentário sobre Caroço no seio: causas e soluções

O que lhe pareceu o artigo?
1 comentário
A sua avaliação:
Diana ferreira
Excelente matéria sobre nódulos na mama. Obgda

Caroço no seio: causas e soluções
1 de 3
Caroço no seio: causas e soluções

Voltar ao topo da página