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Depois da relação é normal escorrer o esperma?

 
Por Redação ONSalus. 14 junho 2021
Depois da relação é normal escorrer o esperma?

Todos os detalhes podem parecer importantes na hora de tentar engravidar, então, conhecer o que é que acontece com o sêmen, ou esperma, durante uma relação sexual pode te ajudar a compreender como funciona o início da gravidez. O esperma adquire diferentes características, dependendo se enfrenta um ambiente hostil (como o ar) ou algum ambiente acolhedor (como o interior da sua vagina), permitindo que os espermatozoides sejam conservados e consigam chegar ao seu objetivo final: um dos seus óvulos.

Se quer conhecer mais detalhes sobre este processo, te convidamos a continuar lendo este artigo do ONsalus, onde respondemos a pergunta: "depois da relação é normal escorrer o esperma?". Boa leitura.

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O que é o esperma

O sêmen ou esperma é o líquido produzido pelos órgãos genitais masculinos e que é expelido durante a ejaculação. Ele contém diferentes elementos:

  • Espermatozoides (entre 200 e 400 milhões por ejaculação).
  • Hormônios.
  • Minerais: fósforo, potássio, cálcio, sódio, zinco.
  • Aminoácidos.
  • Prostaglandinas.
  • Ácido cítrico.
  • Óleos: colesterol, fosfolipídios.
  • Enzimas: fosfatase alcalina, fibrolisina, fibrinogenasa.

Todos estes elementos contribuem para o objetivo final, que é a reprodução através da união de um espermatozoide com o óvulo feminino.

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É normal escorrer o esperma da vagina após as relações sexuais?

Algo que pode te ajudar a entender por quê sai sêmen da vagina depois de uma relação sexual é saber o que acontece com o esperma depois da ejaculação.

Durante o orgasmo masculino, ocorre uma contração na genital, o que faz com que o sêmen seja expelido até a vagina. Embora o sêmen seja viscoso no momento em que é ejaculado, quando exposto ao ar livre e sua temperatura diminui, fica coagulado e se torna mais seco, ficando com a aparência de cola seca, no entanto, acontece algo diferente quando entra em contato com outro tipo de ambiente. Quando está dentro da vagina, se torna mais líquido, devido à temperatura desta, sendo que uma parte do sêmen fica retida. Todo este "comportamento" é conhecido devido a experimentos que foram realizados.

Quando o esperma é depositado no fundo vagina, perto do colo do útero, entra em contato com o muco cervical, que é uma substância liberada pela mulher e que, durante os dias férteis, é o melhor ambiente para os espermatozoides (isto acontece durante o período periovular, próximo do 14º dia do ciclo menstrual). Este muco terá características diferentes de outros momentos do ciclo menstrual feminino, os quais não facilitarão tanto a chegada dos espermatozoides ao óvulo feminino.

Uma vez em contato com o muco cervical, os espermatozoides saudáveis e ativos seguem dois caminhos:

  • Uma parte deles sobe rapidamente (entre 5 e 10 minutos) para a trompa de Falópio, onde logo se encontrarão com o óvulo feminino para tentar a fecundação.
  • Outros ficarão no fundo do colo do útero, um espaço que é facilitado com o orgasmo feminino, onde o muco cervical os seleciona (descarta os espermatozoides anormais) e nutre os que sobrevivem, esperando que eles subam. Estes podem permanecer nesta área de 5 a 7 dias, subindo pouco a pouco até o útero, caso o muco tenha uma quantidade suficiente de estrógenos (o que acontece nos dias próximos à ovulação).

Então, como uma parte do sêmen se torna fluida e outra não, este é o motivo pelo qual pode notar que sai algum líquido da sua vagina após uma relação sexual, ou seja, se trata de uma parte do esperma: a líquida, sendo que a outra fica retida. Neste local fica a maior parte do esperma, assim, eles têm a possibilidade de cruzar o colo uterino no caminho para o útero ou permanecerem no muco cervical. Desta forma, a possibilidade de gravidez é viável, mesmo que você pense que todo o sêmen tenha saído da sua vagina.

Se o esperma sair posso ficar grávida?

Como vimos, ao entrar em contato com um ambiente quente e úmido (como o da vagina) o esperma se torna líquido e uma parte do mesmo fica retida no fundo da vagina, em contato com o colo do útero. Ali os espermatozoides ficam alojados, alguns deles sobem rapidamente para as trompas de Falópio em busca de um óvulo para fecundarem, enquanto outros milhões ficam esperando um possível momento melhor para subir.

Se acontecer de um dos espermatozoides que subir for suficientemente ativo e saudável, e você tiver ovulado nos dias próximos à relação sexual, a gravidez pode ocorrer.

É muito importante na hora de tentar engravidar que os dois estejam saudáveis, assim sua futura criança também será saudável, sua gravidez será normal e livre de complicações.

Para isto, tente ter um estilo de vida saudável baseado em uma boa alimentação (frutas e verduras cruas, frutos secos, legumes, água...) e deixe de lado alimentos tóxicos cheios de corantes e conservantes, açúcar, laticínios, carnes e, obviamente, álcool e tabaco. Será muito mais fácil dar à luz se seu corpo estiver em equilíbrio.

Depois da relação é normal escorrer o esperma? - Se o esperma sair posso ficar grávida?

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Bibliografia
  • OLIVERA, Martha; RUIZ, Tatiana; TARAZONA, Ariel and GIRALDO, Carlos. El espermatozoide, desde la eyaculación hasta la fertilización. Rev Colom Cienc Pecua [online]. 2006, vol.19, n.4 [cited 2020-02-21], pp.426-436. Disponível em: <http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0120-06902006000400008&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 8 de junho de 2021.
  • VIGIL, P.; VALDÉS-UNDURRAGA, I.; DEL RÍO, J. P. & CORTÉS, M. E. El espermatozoide en su recorrido a través del tracto reproductor femenino. Int. J. Med. Surg. Sci., 2015, 2(4):643-662. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/293814753_El_espermatozoide_en_su_recorrido_a_traves_del_tracto_reproductor_femenino>. Acesso em 8 de junho de 2021.
  • Velázquez Cornejo G., Fisiología de la reproducción humana: artículo de revisión, 2009, Revista Mexicana de Medicina de la Reproducción Volumen 1, núm. 4. Disponível em: <https://www.medigraphic.com/pdfs/reproduccion/mr-2009/mr094b.pdf>. Acesso em 8 de junho de 2021.
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