Quais são as funções das plaquetas
As plaquetas ou trombócitos são elementos sanguíneos que têm a sua origem na medula óssea, mas ao contrário dos outros componentes do sangue não são células, e sim o resultado da fragmentação de uma célula chamada megacariócitos. São constituídas na sua maioria por proteínas e em menor medida por lipídios, são muito pequenas e não duram mais de 7 a 10 dias na corrente sanguínea.
As plaquetas são os elementos mais abundantes no sangue depois dos eritrócitos, aproximadamente entre 150.000 a 400.000 por microlitro. As três principais funções das plaquetas são a sua intervenção na reparação de feridas, estimulação do processo de inflamação e ajuda na eliminação de agentes patogênicos.
Certamente que já sabe da existência dos trombócitos, mas talvez, como muitas pessoas, não conheça a sua importância no organismo e se teve esta dúvida sobre quais são as funções das plaquetas, no ONsalus.com.br mostramos a você tudo o que precisa saber.
Intervêm na reparação das feridas
Se você sofreu uma lesão que quebra o tecido e os vasos sanguíneos provocando um sangramento, o seu organismo, como resposta imediata, irá intervir para bloquear esta perda de sangue. A esta ação dá-se o nome de hemostase e os trombócitos têm um papel primordial, por isso esta é a principal resposta à sua dúvida sobre as funções das plaquetas.
Quando ocorre um dano, os seus trombócitos são ativados para viajar em grande proporção para a região afetada, aderindo-se a esta e formando, junto com outras proteínas que libertam, a crosta plaquetária para fechar o tecido danificado. Por outro lado, as plaquetas enviam um sinal para provocar a produção e presença de leucócitos na ferida. Conforme se vão ativando as múltiplas proteínas estimuladas pelos trombócitos, forma-se o coágulo de fibrina que impede a saída de sangue.
É importante destacar que, além da formação do coágulo, as plaquetas também liberam fatores de crescimento que auxiliam na regeneração do tecido danificado. Este processo é crucial para garantir que a ferida não apenas seja fechada, mas também cicatrizada de maneira eficaz, promovendo uma recuperação mais rápida e reduzindo o risco de infecções. Estudos mostram que essa função de sinalização das plaquetas é uma parte essencial da resposta de cura do corpo.
Estimulam o processo de inflamação
Os trombócitos são conhecidos pela sua ação durante o processo inflamatório, sendo esta uma das respostas à pergunta para que servem as plaquetas. A sua principal função neste processo é a produção de mediadores, ou seja, liberta os fatores que desencadeiam e dão início à inflamação, graças à conversão dos grânulos que armazena e outros componentes que as integram, como os eicosanoides.
É necessário que se leve a cabo esta libertação de fatores inflamatórios, principalmente quimiocinas e citocinas, por parte das plaquetas para que outros componentes do sistema imunológico se apresentem em quantidade de tempo necessário para intervir na cura da região afetada, combatendo possíveis agentes daninhos e controlando o processo de inflamação.
Outra função essencial das plaquetas é a modulação do ambiente inflamatório. Elas não apenas desencadeiam a inflamação, mas também ajudam a regulá-la, garantindo que o processo não se torne excessivo e cause danos ao tecido saudável. Essa capacidade de modulação é vital para a manutenção do equilíbrio durante a resposta inflamatória, evitando que o corpo entre em um estado de inflamação crônica, o que pode levar a várias doenças.
Ajudam a eliminar agentes patogênicos
Apesar de os leucócitos serem as principais células para combater qualquer microorganismo que possa ocasionar algum dano ao seu corpo, os trombócitos também têm esta propriedade em menor medida, uma vez que têm a capacidade de absorver e neutralizar diversos tipos de substâncias estranhas que podem entrar no seu organismo, como algumas partículas tóxicas e inclusivamente certos parasitas, sendo esta outra das funções das plaquetas.
Outra forma em que as plaquetas ajudam na eliminação de agentes patogênicos do seu corpo é através da libertação de vários tipos de peptídeos antimicrobianos através da degranulação. Embora não seja a sua função principal, dão um grande apoio, sobretudo se a sua contagem de glóbulos brancos for baixa.
Ademais, as plaquetas desempenham um papel importante na sinalização para outras células do sistema imunológico, alertando-as sobre a presença de infecções. Elas atuam como um sistema de alarme, aumentando a eficácia da resposta imunológica e ajudando a coordenar a defesa do organismo. Essa função colaborativa é crucial, especialmente em situações em que a resposta imune precisa ser rápida e eficiente para evitar a propagação de infecções.
Outras funções das plaquetas
Embora em pouca quantidade, as plaquetas têm a capacidade de favorecer a síntese de certas proteínas graças aos elementos que a constituem e a sua interação com outros componentes. Quando os trombócitos são ativados produz-se uma maior síntese de várias proteínas em comparação com o seu estado de repouso, muitas delas de importância em vários processos, como a trombostenina, fibrinogênio, albumina e glicoproteínas.
Além disso, as plaquetas têm a propriedade de libertar certas substâncias que armazenam conhecidas como fatores de crescimento. Graças a estes, é possível transmitir às células a indicação de que é necessária a formação de tecido novo, independentemente do motivo pelo qual exista um dano epitelial. Também podem intervir na reparação dos vasos sanguíneos através da divisão celular do tecido vascular saudável.
Por outro lado, as plaquetas desempenham um papel na angiogênese, que é o processo de formação de novos vasos sanguíneos a partir dos já existentes. Este processo é vital não apenas para a cura de feridas, mas também para o crescimento e desenvolvimento normal dos tecidos. A angiogênese é especialmente importante em condições de isquemia, onde o fornecimento de sangue é limitado, e as plaquetas ajudam facilitando a formação de novos caminhos para o fluxo sanguíneo.
Fatores que alteram a quantidade de plaquetas
É importante que mantenha uma contagem apropriada de plaquetas no sangue. Isto porque se tiver uma trombocitopenia, níveis baixos de trombócitos, poderia apresentar hemorragias excessivas numa lesão, enquanto que os níveis muito altos, trombocitose, podem favorecer a formação de coágulos que obstruam a corrente sanguínea originando complicações sérias. Por isso deve recorrer ao médico para que lhe indique o tratamento adequado. Algumas causas que podem alterar a sua quantidade de plaquetas no sangue são:
- Infecções ou reações alérgicas
- Câncer ou tratamento para o combater
- Alguns medicamentos
- Consumo de drogas
- Transtornos autoimunes
- Anemia, principalmente hemolítica
- Transtornos da medula óssea, como a policitemia primária
- Remoção do baço
A alimentação também desempenha um papel em manter os níveis de plaquetas equilibrados. Deficiências nutricionais, especialmente de vitamina B12 e folato, podem afetar a produção e a manutenção das plaquetas. Além disso, o estresse e as condições ambientais podem influenciar a saúde das plaquetas, destacando a importância de um estilo de vida saudável para a manutenção do equilíbrio hemostático.
Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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