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Doença inflamatória pélvica (DIP): sintomas e tratamentos

 
Por Leonardo Simon. 15 janeiro 2019
Doença inflamatória pélvica (DIP): sintomas e tratamentos

Você sabe o que é doença inflamatória pélvica (DIP)? Esta patologia é uma inflamação e infecção do útero, das trompas de Falópio e dos ovários que compromete a saúde dos órgãos reprodutores femininos e que costuma ser gerada por uma infecção de carácter bacteriano. Na maioria das vezes, é uma complicação de algumas doenças sexualmente transmissíveis que não foram tratadas adequadamente, motivo pelo qual é tão importante se proteger corretamente ao ter relações sexuais e fazer os exames ginecológicos necessários periodicamente. Da mesma forma, é fundamental tratar a DIP logo e com os medicamentos adequados para evitar possíveis complicações e até mesmo chegar a apresentar dificuldades para engravidar ou outros problemas de saúde graves. Para conhecer todos os detalhes sobre esta condição, neste artigo do ONsalus explicamos quais são os sintomas, as causas e os tratamento para doença inflamatória pélvica, assim como as formas de prevenção adequadas.

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Doença inflamatória pélvica: sintomas

Em alguns casos, a doença inflamatória pélvica (DIP) não causa sintomas ou estes são muito leves, por isso é possível que a mulher afetada não saiba de seu aparecimento até que se submeta a um exame ginecológico. No entanto, em outros casos a infecção realmente pode ser sintomática e apresentar uma série de sintomas que podem variar em gravidade de uma mulher à outra e de acordo com qual for a origem do problema. A seguir, detalhamos quais são os sintomas de doença inflamatória pélvica:

  • Dores na parte de baixo do abdômen: no início pode ser leve e ir aumentando progressivamente de intensidade, assim como se acentuar ao fazer movimentos ou ao fazer pressão no abdômen.
  • Febre: pode ser variável, isto é, se manter nos 38ºC ou aumentar até chegar aos 40ºC.
  • Fluxo vaginal anormal e com um odor desagradável.
  • Dores e sangramento durante as relações sexuais.
  • Sangramento vaginal entre ciclos menstruais.
  • Desconforto ou ardência ao urinar.

Além do que foi dito anteriormente, é possível apresentar outros sintomas, como náuseas e vômitos, calafrios, fraqueza, vontade de urinar frequente, perda de apetite, menstruações irregulares e cólicas menstruais muito dolorosas ou com uma duração maior que o normal.

Doença inflamatória pélvica: causas e fatores de risco

A doença inflamatória pélvica é causada por uma infecção bacteriana, a qual costuma começar na vagina e no colo do útero e se estender, posteriormente, até o útero, ovários e trompas de Falópio.

Na maioria dos casos, a DIP é consequência de doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia e a gonorreia, as quais são contraídas ao ter relações sexuais com pessoas infectadas pois, durante o contato sexual, estas bactérias entram no corpo feminino se propagando até o colo do útero e causando a infecção. Em alguns casos, a infecção é gerada por mais de um microrganismo ao mesmo tempo, por isso que são poli-microbianas.

Além destas infecções sexualmente transmissíveis que são as causas mais frequentes da DIP, também observam-se casos nos quais as bactérias responsáveis entram no organismo da mulher devido a outros motivos ou condições, como por exemplo o parto, ao inserir um dispositivo intra-uterino (DIU), durante um aborto ou um aborto espontâneo e durante a realização de uma biópsia do endométrio.

Fatores de risco

Há mulheres que têm mais possibilidades de contrair a DIP em relação a outras. A seguir te detalhamos quais são os fatores de risco:

  • Ser uma mulher ativa sexualmente e ter 25 anos ou menos.
  • Ter mais de um parceiro sexual.
  • Não utilizar preservativo durante as relações sexuais.
  • Sofrer de uma DST e não se tratar adequadamente.
  • Já ter tido DIP alguma vez.
  • Fazer banhos vaginais.
  • Colocação recente de DIU.

Doença inflamatória pélvica: diagnóstico

Diante da manifestação de qualquer um dos sintomas mencionados no começo, é fundamental ir ao ginecologista o quanto antes. Não existe um exame médico específico para diagnosticar a doença inflamatória pélvica, mas sua detecção será feita através da combinação do exame físico da paciente, seu histórico clínico e os resultados de diversos exames médicos.

Através de uma exploração da região pélvica e o tato vaginal, o ginecologista pode buscar e analisar sintomas como sangramento do colo do útero, fluxo vaginal, dores ao apalpar o colo do útero ou sensibilidade extrema nos ovários, útero ou trompas de Falópio. Além disto, é possível que se recomende a realização de determinados exames médicos, como ecografias, exames de sangue e cultivos da vagina e do colo do útero.

Tratamentos para doença inflamatória pélvica

Por ser uma doença causada por uma infecção bacteriana, o tratamento da DIP consiste na administração de medicamentos antibióticos. Estes devem ser tomados seguindo atentamente as indicações médicas e sempre respeitando tanto a dose recomendada quanto a duração do tratamento, pois deve ser continuado mesmo que tenham desaparecido os sintomas.

Além do que foi dito anteriormente, é importante que a paciente afetada informe seus parceiros sexuais recentes do sofrimento desta infecção para que eles possam fazer um exame e também iniciar o tratamento adequado caso seja necessário. Da mesma forma, as relações sexuais devem ser suspensas até que a infecção tenha sido completamente curada e o médico assim o indicar.

De forma geral, a maioria das pacientes com DIP podem ser curadas através de um tratamento ambulatório, no entanto, se os sintomas são muito graves, é possível que seja necessária a hospitalização com administração de antibióticos por via intravenosa. Apenas é necessário fazer uma intervenção cirúrgica nos casos em que é gerado um abcesso nos ovários ou nas trompas de Falópio.

Complicações da DIP

Quando a infecção não é tratada quando necessário nem diagnosticada logo, ela pode avançar consideravelmente e derivar em complicações como:

  • Infertilidade.
  • Gravidez ectópica.
  • Dores pélvicas crônicas.
  • Obstrução das trompas.

Doença inflamatória pélvica: prevenção

A única forma de prevenir a doença inflamatória pélvica é evitando ter relações sexuais com uma pessoa infectada. Por isso, é essencial usar preservativo em todas as relações para reduzir o risco de infecção e garantir que a outra pessoa não sofre nenhum tipo de doença sexualmente transmissível.

Por outro lado, é importante se submeter aos exames ginecológicos periódicos e fazer exames de detecção de doenças venéreas regularmente.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Bibliografia
  • SOPER, David E., MD, J. Marion Sims Professor, Department of Obstetrics and Gynecology, Medical University of South Carolina. Doença inflamatória pélvica (DIP). Disponível em: <https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/ginecologia-e-obstetr%C3%ADcia/vaginite-e-doen%C3%A7a-inflamat%C3%B3ria-p%C3%A9lvica/doen%C3%A7a-inflamat%C3%B3ria-p%C3%A9lvica-dip> Acessado em 15 de jan. 2019.

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