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Febre paratifoide: sintomas, tratamentos e prevenção

Por Gennesis Gonzalez, Médica Cirurgiã. 25 abril 2019
Febre paratifoide: sintomas, tratamentos e prevenção

A Salmonella paratyphi A, a Salmonella schottmuelleri ou Salmonella paratyphi B e a Salmonella paratyphi C, são os agentes causadores da doença infecciosa intestinal conhecida como febre paratifoide e suas três subclasses. Esta nada mais é que uma condição bacteriana generalizada frequente no continente europeu cujo contágio normalmente ocorre de pessoa para pessoa através dos alimentos ou bebidas contaminadas. Você deve saber que a salmonela é capaz de sobreviver em estados de congelamento, por isso se diz que o risco de sofrer esta condição diminui após ingerir alimentos bem cozidos. A realização de um cultivo de sangue permite fazer o diagnóstico da salmonela. Você quer saber mais sobre esta condição? Continue lendo esse artigo do ONsalus e descubra: Febre tifoide e paratifoide: sintomas, tratamentos e prevenção.

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O que é febre paratifoide

É medicamente definida como uma infecção entérica, isto é, uma infecção bacteriana gastrointestinal.Essas são as bactérias causadores da febre paratifoide:

  • Salmonella paratyphi A também conhecida como Salmonella enteritidis paratifoide A.
  • Salmonella schottmuelleri ou Salmonella paratyphi B.
  • Salmonella paratyphi C ou Salmonella enteritidis paratifoide C.

Transmitidas por via oral, desenvolvem-se e se multiplicam no tubo digestivo para, finalmente, serem eliminadas pelas fezes e esta é a forma com a qual vão se propagando. A febre paratifoide costuma começar de forma brusca, mas tem uma letalidade inferior à conhecida febre tifoide. De todas as descritas, a febre paratifoide B é a mais comum, a A a menos comum e a C é extremamente rara.

O que causa febre paratifoide

O homem contagiado com febre paratifoide B transmite esta doença através do contato direto com fezes ou urina contaminada, além disso ela é facilmente transmitida através de alimentos, em especial os laticínios e mariscos previamente contaminados pelas mãos do indivíduo ou portador doente.

Febre paratifoide: sintomas

Dar positivo para febre paratifoide B significa que você sofre de febre paratifoide. Os sintomas são similares aos da febre tifoide, exceto pela grande diferença que os sintomas da febre paratifoide costumam ser leves e com menor letalidade. A febre paratifoide começa com um período de incubação da bactéria que dura entre 1 e 10 dias, dependendo das características individuais da pessoa e da quantidade de bactérias que tenham entrado no organismo. Depois do período de incubação, surgem os seguintes sintomas:

  • Febre que varia entre 39°C e 40°C.
  • Náuseas e vômitos.
  • Fraqueza generalizada.
  • Dor abdominal.
  • Cefaleia ou dor de cabeça.
  • Perda de apetite.
  • Sudoração intensa.
  • Aumento de tamanho do fígado e baço (hepatoesplenomegalia).

Além disso, uma vez que esta bactéria entra no organismo, pode permanecer no organismo sempre que o agente infeccioso esteja presente nas fezes. Então, um cultivo de fezes ou de sangue pode determinar se você é paratifoide B positivo, ou seja, se sofre de febre paratifoide. No caso de não cumprirem o tratamento médico, muitas pessoas podem se tornar postadoras permanentes desta doença.

Febre paratifoide: sintomas, tratamentos e prevenção - Febre paratifoide: sintomas

Febre paratifoide: o que fazer

Caso o seu médico confirme o diagnóstico de febre paratifoide, você deve seguir certas regras de controle:

  • Se está com diarreia, recomenda-se não ir trabalhar.
  • É necessário e indispensável a lavagem frequente das mãos, sobretudo depois de cada evacuação e antes de manipular alimentos.
  • Não tomar banho em piscinas se você sofre de febre paratifoide.
  • Deve seguir as indicações médicas tal e como for indicado pelo especialista para evitar propagar esta doença.
  • Toda pessoa que for paratifoide B positivo não deverá ir trabalhar até que, em 2 amostras consecutivas do cultivo fecal, não haja a presença de salmonela.
  • As pessoas que são paratifoide B positivo ou que tiveram a doença não podem trabalhar em atividades relacionadas a manipulação de alimentos até que tenham se curado da doença, isto ajuda a evitar uma epidemia.

Febre paratifoide: tratamento

O tratamento no caso de você ser paratifoide B positivo é indicado pelo médico, no entanto, você deve saber que o ideal é ser tratado com:

  • Cloranfenicol como medicamento de escolha, a dose em crianças é de 50 – 75 mg/kg/dia via oral a cada 6 horas por 14 dias. Em adultos é de 500 mg via oral a cada 6 horas por 14 dias.
  • Cotrimoxazol indicada em crianças a uma dose de 4 – 10 mg/kg/dia via oral a cada 12 horas por 14 dias, e em adultos 160 mg via oral a cada 12 horas por 14 dias.

Febre tifoide e paratifoide B: como prevenir

Até a data atual, não existe vacina para a febre paratifoide como existe para a febre tifoide, tanto via oral quanto via parenteral, contudo, certas recomendações devem ser cumpridas para evitar sofrer estas doenças como:

  • Higiene adequada, a lavagem das mãos é imprescindível depois de cada atividade que implique manipulação de objetos e/ou alimentos.
  • Eliminação adequada das fezes.
  • Tratamento apropriado para a água de consumo.
  • Manipulação e conservação apropriada dos alimentos.
  • Ferver ou pasteurizar o leite e todos os produtos lácteos.
  • Cozer adequadamente os alimentos.
  • Não é recomendado ingerir mariscos nem peixes crus.

De acordo com a Universidade Norbert Wiener de Lima em um estudo em relação à incidência da febre tifoide, paratifoide e febre de malta em Lima, Peru, indicou-se que dos 15% dos resultados positivos de qualquer uma destas 3 febres, a frequência da febre paratifoide é de 3%, sendo que o sexo masculino é mais suscetível a contraí-la.[1]

A higiene adequada é a única maneira de evitar sofrer de febre paratifoide, portanto, é recomendável ir ao médico assim que se manifestarem os primeiros sintomas, bem como evitar se automedicar.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Referências
  1. Consuelo Milagros B., Elizabeth Rafaela R. (2018). Incidencia de fiebre tifoidea, fiebre tifoidea y fiebre de malta en pobladores del AAHH. Villa María del triunfo. Universidad Norbert Wiener. Disponible en: http://repositorio.uwiener.edu.pe/bitstream/handle/123456789/1562/TITULO%20-%20Raymundo%20Padua%2C%20Elizabeth%20Rafaela.pdf?sequence=1&isAllowed=y

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