Lipoma dói? Perigos e recomendações
Os lipomas são caroços que podem aparecer em qualquer região do corpo e que são relativamente frequentes (entre 16 e 50%)[1]. Tratam-se de tumores benignos compostos por células de gordura que crescem no tecido sob a pele ou, menos comumente, em órgãos internos.
Aqueles que os têm podem se perguntar se lipoma dói, por isso, no seguinte artigo do ONsalus vamos te falar detalhadamente sobre esta condição para te dar a resposta mais adequada a esta pergunta. Continue lendo para saber mais!
O que é um lipoma
Embora em alguns casos possa parecer impossível não ficar preocupado, você deve saber que os lipomas são inofensivos, sendo apenas caroços de gordura que vão crescendo sob a pele e que, em determinado momento, param seu crescimento. Em alguns casos, podem atingir tamanhos significativos, superando até mesmo os 5 centímetros. Outra característica é que, ao tocá-los, eles se movem, o que faz com que seja comum as pessoas ficarem apreensivas quando um lipoma aparece.
No entanto, é importante ter em mente que se trata de um tumor benigno que não é perigoso. Os lipomas podem surgir em qualquer região do corpo, mas aparecem com mais frequência em:
- Costas.
- Ombros.
- Tórax.
- Pescoço.
- Extremidades.
- Nuca.
- Glúteos.
Apesar do fato de os lipomas não serem um tumor maligno nem algo grave, é sempre melhor consultar um médico para que ele tenha sob controle todas as suas características e explique qual é o melhor tratamento, se for necessário algum. Estes são os sinais e sintomas que ajudam a identificar os lipomas:
- Os lipomas crescem diretamente sob a pele.
- Localizam-se logo abaixo da pele.
- Ao toque, são pastosos e suaves.
- Movem-se com o toque.
- Costumam ser pequenos, embora em certos casos possam ser maiores.
Características de um lipoma maligno
Recomendamos a consulta médica porque, apesar de os lipomas não serem perigosos, eles podem ser confundidos com outras lesões que realmente são malignas, conhecidas medicamente como lipossarcomas. Um lipoma é um tecido adiposo delimitado por tecido saudável que não invade espaços adjacentes nem envia células à distância, como faria um tumor maligno. Trata-se de um tumor benigno que cresce de maneira local e que não gera riscos para a vida do paciente.
Sempre que se observa uma massa localizada no tecido subcutâneo, suspeita-se de um lipoma. No entanto, é necessário realizar exames para descartar outras lesões semelhantes que podem ser malignas. Antes de mais nada, cabe dizer que um lipoma maligno não se trata de um lipoma, mas sim de uma lesão parecida que, devido às suas características, pode ser confundida. Para diagnosticar um lipoma maligno, lipossarcoma ou fibrolipoma, é preciso realizar uma biópsia, já que é a única forma de se fazer um diagnóstico diferencial.
A seguir, falamos sobre as características de um lipoma maligno, ou lipossarcoma, assim como os diferentes tipos existentes:
- Bem diferenciado: é o tipo de lipossarcoma mais comum, representando 50% dos casos[2]. Tem níveis baixos de agressividade e, embora possam existir recaídas, não causa metástase.
- Mixoide: possui uma agressividade intermediária e é o tipo mais comum entre crianças. Tem risco de metástase, especialmente em sua variante de células redondas.
- Pleomórfico: é o tipo mais raro, representando menos de 10% dos lipossarcomas. Apresenta alta agressividade, tanto na reincidência localizada quanto na metástase.
- Indiferenciado: origina-se sobre um lipossarcoma bem diferenciado, apresentando um alto risco de metástase.
Lipoma dói?
No tópico anterior, explicamos que os lipomas não costumam doer. No entanto, há casos em que os lipomas podem causar dor ao serem tocados ou mesmo quando não são. A seguir, explicamos em quais situações os lipomas doem:
- Se pressionam um nervo: quando os lipomas crescem muito, é possível que acabem pressionando ou bloqueando algum nervo próximo, podendo causar dor. Um exemplo é quando os lipomas da nuca pressionam os nervos próximos, causando dor no ombro ou em todo o braço.
- Se têm vasos sanguíneos: há tipos de lipomas, como os angiomiolipomas, que aparecem no tronco e extremidades inferiores e que contêm vasos sanguíneos. Quanto mais vasos tiver um lipoma, mais acentuados serão seus sintomas, incluindo a dor.
- Doença de Dercum: esta condição, também conhecida como adipose dolorosa, é rara[3]. No entanto, nas pessoas que a sofrem, provoca o aparecimento de diferentes lipomas dolorosos pelo corpo. Está muito associada à obesidade e, de forma geral, costuma afetar as coxas, o tronco e os braços.
Agora que você conhece as causas de um lipoma doloroso, vamos explicar a seguir como deve ser o tratamento para eliminá-lo.
Lipoma: tratamento
Como vimos anteriormente, há casos em que os lipomas doem. Isso ocorre especialmente nos casos de lipoma doloroso, mas também naqueles que não causam dor. O médico pode aplicar uma série de tratamentos para eliminar os lipomas. Os dois tratamentos principais são a lipoaspiração e a remoção cirúrgica. É importante destacar que, em muitos casos, os lipomas são absorvidos pelo próprio corpo, não sendo necessário tratamento. No entanto, caso eles não desapareçam e causem algum dos seguintes sintomas, devem ser removidos:
- Se causam alterações: seja impedindo a correta mobilidade (do intestino), respiração (na garganta), ou movimentos (nas extremidades).
- Se crescem muito: caso o lipoma ultrapasse os 5 centímetros, a melhor opção é removê-lo.
- Se causam hemorragias: dependendo da localização do lipoma, ele pode causar hemorragias, e, nesse caso, a melhor opção é eliminá-lo.
O lipoma sempre pode reaparecer, por isso, uma vez eliminado através da remoção, é recomendável realizar reavaliações médicas periodicamente para prevenir o crescimento de outro lipoma e tratá-lo antes que seja necessária outra intervenção cirúrgica. É importante estar atento a qualquer mudança nos sintomas, para que o tratamento adequado possa ser iniciado o quanto antes.
Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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- Huczak, L, & Driban, N E. (2007). Lipoma y Lipomatosis. Revista argentina de dermatología, 88(1), 56-66. Recuperado en 05 de noviembre de 2018, de http://www.scielo.org.ar/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1851-300X2007000100006&lng=es&tlng=es.
- Mark Gebhardt, MD y Peter J. Buecker, MD. (2004). Liposarcoma. Sacromahelp. Recuperado en 05 de noviembre de 2018, de http://sarcomahelp.org/translate/es-liposarcoma.html
- Emma Hansson, Henry Svensson & Håkan Brorson. (2012). Orphanet Journal of Rare Diseases, 7:23. Recuperado en 05 de noviembre de 2018, de https://ojrd.biomedcentral.com/articles/10.1186/1750-1172-7-23
