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Mononucleose infantil: contágio e sintomas

 
Por Redação ONSalus. 1 fevereiro 2021
Mononucleose infantil: contágio e sintomas

A mononucleose, também conhecida como doença do beijo, é uma infecção viral altamente contagiosa que afeta mais frequentemente adolescentes entre 15 e 17 anos de idade. No entanto, seu contágio pode ocorrer em qualquer tipo de pessoa e durante qualquer momento da vida. Esta doença está associada a presença do vírus Epstein-Barr no organismo, um vírus que pertence a família dos herpesvírus.

A mononucleose em crianças deve ser detectada a tempo para evitar complicações mais sérias, como a anemia ou a ruptura do baço. Como saber se uma criança tem mononucleose? Como esta doença é transmitida? Estas são algumas dúvidas que responderemos neste artigo do ONsalus sobre a mononucleose infantil, seu contágio e sintomas.

O que é a mononucleose

A doença do beijo é medicamente conhecida como mononucleose e é uma doença produzida pelo contágio do vírus Epstein-Barr. Para entender como esta doença se comporta no organismo, é importante explicar que os glóbulos brancos são as células sanguíneas encarregadas por combater infecções, doenças e microrganismos que possam afetar nossa saúde, por este motivo, são conhecidos como as defesas do corpo.

Existem diferentes tipos de glóbulos brancos e cada um deles cumpre uma função vital diferente. Por exemplo, os neutrófilos, que aumentam em quantidade quando há uma infecção no corpo e quando estão atacando bactérias, os linfócitos, que são aqueles que aumentam quando o corpo está contaminado por algum vírus, os eosinófilos, que estão associados a presença de alergias e parasitas, e os monócitos, que são os afetados pelo contágio da mononucleose.

As células mononucleares ou monócitos aumentam no sangue quando o corpo é contagiado com algum dos seguintes três vírus: citomegalovírus, toxoplasma e Epstein-Barr, o responsável pela doença do beijo. Para diagnosticar a mononucleose em crianças e adultos, é necessário fazer um exame de sangue para saber a quantidade de monócitos, uma detecção de anticorpos para saber qual é o microrganismo que está afetando o corpo e um exame de transaminase para determinar se existe um aumento que possa indicar uma inflamação hepática. Diante de um resultado alterado dos exames, a confirmação do Epstein-Barr no organismo e os sintomas que a criança apresentar, o diagnóstico da doença do beijo será notado imediatamente.

Como a mononucleose é transmitida

A mononucleose é muito fácil de ser contagiada, sendo conhecida como doença do beijo porque é transmitida através da saliva, portanto, as gotículas que saem da boca ou do nariz através de espirros e da tosse também são consideradas uma via de contágio. As creches e escolas são lugares onde ocorre o contágio com mais frequência. No caso dos adolescentes que contraem a mononucleose, a doença costuma ser transmitida durante os primeiros beijos.

No entanto, existem pessoas que foram contagiadas com o vírus Epstein-Barr e nunca tiveram mononucleose. Estas pessoas são conhecidas como "portadores saudáveis" e, embora nunca tenham apresentado os sintomas da doenças, podem transmitir o vírus e contagiar outras pessoas. Na verdade, acredita-se que 95% da população esteve alguma vez em contato com o vírus da doença do beijo.

As probabilidades de contágio são maiores quando a pessoa com mononucleose está com os sintomas da doença, inclusive até alguns meses após de ter sido curada. Tendo em vista que o vírus Epstein-Barr pode se manter vivo por horas após estar fora do organismo, é importante evitar compartilhar utensílios ou produtos de uso pessoal, como as escovas de dentes, a fim de evitar a doença do beijo.

Mononucleose infantil: contágio e sintomas - Como a mononucleose é transmitida

Sintomas da mononucleose infantil

A doença do beijo em crianças costuma começar com mal-estar geral, cansaço, dor de cabeça e desconforto na garganta. Conforme a doença vai avançando, a dor na faringe começa a piorar e as amigdalas ficam inflamadas e são revestidas por uma película de cor branca amarelada. Geralmente a suspeita de que se trata doença do beijo começa quando os gânglios do pescoço são sentidos inflamados e ao tocá-los sente-se dor. Também é possível que apareça uma erupção cutânea similar ao sarampo.

Em crianças muito pequenas ou em bebês, a doença costuma se desenvolver como qualquer outra doença viral, com mal-estar corporal e muito catarro. Contudo, em crianças maiores os sintomas da mononucleose infantil são:

  • Febre, que pode atingir os 39°C;
  • Fraqueza, que pode durar mais de um mês para desaparecer;
  • Inflamação do fígado, que é comprovada quando os valores das transaminases no sangue estão elevados;
  • Inflamação do baço;
  • Sonolência;
  • Falta de apetite;
  • Dor de garganta;
  • Manchas vermelhas na pele;
  • Inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço e axila;
  • Se os gânglios estão inflamados, é possível apresentar inchaço nas pálpebras.

Outros sintomas menos comuns são:

  • Dor torácica;
  • Urticária;
  • Cor amarelada da pele e olhos devido ao dano hepático;
  • Sangramento pelo nariz;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Problemas para respirar;
  • Fotossensibilidade.
Mononucleose infantil: contágio e sintomas - Sintomas da mononucleose infantil

Tratamento da mononucleose infantil

Ficar em repouso é fundamental para que uma criança se recupere completamente da mononucleose, sendo que o principal objetivo do tratamento é acalmar os sintomas da doença. Quando a doença é muito grave, é possível indicar o consumo de medicamentos esteroides. Os tratamentos antivirais não costumam oferecer melhoras ou benefícios.

A mononucleose não é uma doença que responde ao tratamento com antibióticos. Portanto, o ideal seria consumir antipiréticos para controlar a temperatura corporal e analgésicos de venda livre para melhorar o mal-estar geral. Uma vez passado 24 horas sem que a criança apresente febre, estará começando a superar a doença.

Conselhos para tratar a mononucleose

  • Tomar bastante líquidos;
  • Fazer gargarejos de água morna com sal para diminuir a inflamação e irritação na garganta;
  • Evitar qualquer esporte ou esforço físico se o baço estiver inflamado;
  • Ficar em repouso até estar completamente recuperado;
  • Evitar comer e beber com utensílios de outras pessoas, a fim de evitar que pessoas próximas também sejam contagiadas;
  • Usar máscaras.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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