Perimenopausa

Sangramento contínuo na perimenopausa: causas e tratamento

 
Isbelia Farias
Por Isbelia Farias. 17 janeiro 2024
Sangramento contínuo na perimenopausa: causas e tratamento

O sangramento contínuo na perimenopausa pode ser normal durante esse período. As causas geralmente se devem a alterações hormonais e há vários tratamentos. Isso ocorre porque as mulheres, a partir dos 37 ou 38 anos de idade, começam a perder folículos em um ritmo mais rápido. Os folículos contêm os óvulos e, com seu declínio, ocorrem mudanças, inclusive ondas de calor e sangramento irregular ou contínuo.

Passar pela perimenopausa envolve uma diminuição do estrogênio e da progesterona, hormônios importantes para as mulheres. A maioria das alterações se deve à redução do estrogênio. Por esse motivo, os médicos geralmente analisam alguns fatores, como idade, sintomas, histórico menstrual e indicam exames para descobrir quais são os níveis de hormônio.

No ONsalus, explicamos o que é o sangramento contínuo na perimenopausa, por que ele ocorre e como tratá-lo.

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Índice
  1. O que é a perimenopausa?
  2. Causas de sangramento contínuo na perimenopausa
  3. Tratamento do sangramento na perimenopausa

O que é a perimenopausa?

A perimenopausa é um estágio de transição pelo qual as mulheres passam antes do início da menopausa. Nesse período, os ovários não produzem mais a mesma quantidade de hormônios, como a progesterona e o estrogênio.

Portanto, entre os sintomas, a mulher pode apresentar suores noturnos, ondas de calor, alterações de humor, secura vaginal, menos desejo sexual e, é claro, alterações no sangramento vaginal, que pode se tornar contínuo.

Nem todas as mulheres apresentam essas alterações da mesma forma, sendo que algumas apresentam sangramento irregular e leve, enquanto outras podem ter sangramento intenso e contínuo que pode representar um risco.

Causas de sangramento contínuo na perimenopausa

Durante a perimenopausa, é normal que a menstruação dure até 15 dias, embora haja outros casos em que ela pode ser mais longa. Essas mudanças se devem à redução da inibina, o hormônio responsável por regular a secreção do hormônio folículo estimulante (FSH), que aumenta os níveis para que o ovário continue funcionando corretamente, ou seja, regula os ciclos reprodutivos.

Isso pode fazer com que os períodos menstruais na perimenopausa sejam mais longos do que o esperado, de modo que, se uma mulher tinha uma menstruação que durava apenas 5 dias, agora ela pode ter uma que dura 10 ou mais dias.

Embora isso seja normal, apresenta algum risco, pois a menstruação contínua ou o sangramento na perimenopausa (por mais de 15 dias) pode causar uma perda significativa de ferro, o que pode levar à anemia.

Quando uma mulher começa a passar por esse período, é importante que ela comece a anotar a duração da menstruação, especialmente para fornecer esses dados com precisão durante uma consulta médica.

Algumas mulheres podem ter sangramento por mais de 7 dias, podem ter sangramento intenso, tendo que trocar o absorvente a cada 2 horas, ou ter períodos com ciclos menores que 21 dias. Todos esses sinais devem ser levados em conta para que o especialista estabeleça um diagnóstico e, com ele, o tratamento mais adequado.

Tratamento do sangramento na perimenopausa

Se a mulher tiver sangramento por mais de 10 dias, é recomendável que ela consulte o médico para fazer exames e tratamentos que ajudem a reduzir os sangramentos pesados e longos.

Às vezes, mudanças na dieta e suplementos de ferro são suficientes, além de estrogênios naturais na dieta. Entretanto, há casos em que o médico pode tomar outras decisões, como terapia hormonal, estrogênio vaginal ou outros tratamentos não hormonais:

  • Terapia hormonal: geralmente indicada com adesivos, pílulas, cremes ou géis contendo estrogênio. Isso ajuda a reduzir os suores noturnos, as ondas de calor e outros sintomas. Além do estrogênio, se a mulher ainda tiver útero, o médico pode prescrever progestina.
  • Antidepressivos: alguns antidepressivos também podem ajudar a aliviar as ondas de calor e equilibrar o humor.
  • Estrogênio vaginal: o estrogênio vaginal é administrado por via vaginal na forma de um anel, um creme ou um óvulo. Esses veículos contêm pequenas quantidades de estrogênio, absorvido pelo tecido da vagina. Esse tipo de tratamento é eficaz no alívio da secura vaginal, do desconforto ao urinar ou do desconforto durante a relação sexual.
  • Anticonvulsivantes: esse medicamento também pode ajudar a reduzir as ondas de calor. É ideal para mulheres que, por motivos de saúde, não toleram estrogênio ou que sofrem de enxaqueca.
  • Tratamento não hormonal: essa é uma alternativa para prevenir as ondas de calor durante esse período. O objetivo da prescrição de medicamentos como esses é regular a temperatura corporal.

Entretanto, nenhuma mulher deve se automedicar. Pelo contrário, ela deve procurar um médico imediatamente se notar sangramento contínuo e suspeitar que pode estar passando pela perimenopausa. O especialista estabelecerá o diagnóstico, solicitará exames para medir os níveis hormonais, estudará o histórico familiar, entre outros fatores, e determinará o melhor tratamento para cada mulher.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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