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Caroço na vagina: causas e tratamentos

Por Luísa Savala, Redatora ONsalus. Atualizado: 17 setembro 2018
Caroço na vagina: causas e tratamentos

O aparelho sexual feminino é composto pelo útero, trompas de Falópio, vulva, os ovários e a vagina, a única que tem contato com o exterior pois é a responsável por permitir a saída do fluxo menstrual, de eliminar o muco cervical que se produz durante a ovulação, de servir como canal para a saída do bebê durante o parto e eliminar a placenta.

Por ser um órgão tão importante para a saúde feminina, notar um caroço ou bolinha na vagina é realmente preocupante. No entanto, ao contrario do que as pessoas pensam, nem sempre essa bolinha ou caroço na vagina está associado a câncer ou doenças graves, já que a vagina e suas paredes são muito delicadas e, por isso, é habitual que qualquer irritação possa causar o aparecimento de pequenos quistos. Continue lendo este artigo de ONsalus sobre caroço ou bolinha na vagina: causas e tratamentos e saiba mais sobre este tema.

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Furúnculo na vagina por foliculite vaginal

O pelo pubiano, como o do resto do corpo, nasce nos folículos pilosos localizado na camada subcutânea da pele. Quando um folículo piloso inflama, geralmente pelo contato com a bactéria staphylococcus aureus, forma uma bolinha, dolorosa e vermelha.

O uso de roupa interior justa e a depilação, são causas de possíveis de inflamação dos folículos pilosos, podendo bloquear e impedir que o pelo saia ao exterior, causando uma bolinha dolorosa, algumas vezes acompanhada de pus e aspecto semelhante ao de uma espinha na vagina. A foliculite vaginal se manifesta através de uma erupção cutânea, coceira, bolinhas e, quando curada, é comum a presença de uma casquinha.

Em geral, a foliculite vaginal não precisa de nenhum tratamento, pois é uma infecção que se cura sozinha à medida que o pelo cresce e sai para o exterior. É importante evitar espremer a bolinha da vagina e é recomendável usar roupa íntima de algodão folgada para diminuir a irritação. Para evitar maiores problemas, aconselha-se:

  • Reduzir o atrito com a roupa;
  • Não depilar, nem raspar a região;
  • Manter a região limpa, lavando a vagina com sabão antibacteriano de pH neutro;
  • Usar roupa interior limpa;
  • Evitar roupa muito apertada;
  • Depois de tomar banho, tenha cuidado ao secar a vagina com a toalha. É importante evitar qualquer tipo de contato que possa machucar a bolinha.

Quando a foliculite é resultado da bactéria estafilococos ou do contato com fungos (foliculite fúngica) é necessário o uso de remédios antibacterianos ou antifúngicos para atuar diretamente sobre o agente e eliminá-lo completamente da vagina. Nestes casos, o tratamento mais comum é a aplicação de cremes vaginais durante três dias.

Complemente essa informação lendo o artigo: Caroço nos grandes lábios, o que pode ser? Causas e tratamento

Caroço na vagina: causas e tratamentos - Furúnculo na vagina por foliculite vaginal

Bolinha na vagina por cisto do ducto de Skene

As glândulas de Skene são as responsáveis pela produção do líquido que é liberado pela mulher durante o orgasmo e estão localizadas na parte superior da vagina, ao redor da uretra e perto do ponto G. Quando uma mulher está exitada, o sangue enche estas glândulas de líquido, o qual é expulso durante o clímax. Quando estas glândulas se infectam ou se obstruem resultam pequenos cistos na vagina.

Os sintomas destes quistos no ducto de Skene, são:

  • Dor ao ter relações sexuais;
  • Febre esporádica;
  • Constante vontade de urinar sem conseguir;
  • Dor ao urinar;
  • Infecção ao urinar;
  • No início, quando estes quistos estão em formação, é possível que a mulher não apresente nenhum sintoma.

Tratamento

Quando os cistos do ducto de Skene são pequenos e passam despercebidos, é possível que sejam descobertos inesperadamente em uma consulta ginecológica. Contudo, quando a mulher sente algum sintoma, é importante ir ao médico para que seja examinada. Os cistos que causam dor à mulher devem ser removidos através de cirurgia.

Bolinhas na vagina por cistos nas glândulas de Bartholin

As glândulas de Bartholin estão localizadas entre os lábios menores e as paredes vaginais, sendo responsáveis por manter a vagina lubrificada. Quando um orifício desta glândula fica bloqueado e impede a lubrificação, formam-se pequenos cistos dolosos que podem ou não ser acompanhados de uma infecção. Nestes casos, o cisto pode chegar a medir até 5 centímetros e sua aparência é muito semelhante à de um abcesso. O estresse, uso de roupa interior muito justa e a toma de alguns anticoncepcionais orais são as principais causas do aparecimento destes cistos nas glândulas de Bartholin. Estima-se que afetam quase 2% das mulheres de todo o mundo.

Os sintomas são:

  • Região muito inflamada e quente;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dor ao caminhar e sentada;
  • Quistos na vagina situados em cada lado da abertura vaginal;
  • Febre.

Tratamento

O tratamento para estes quistos consiste em drenar o líquido que enche o abcesso, proporcionando alívio da dor e da inflamação, pode ser feito com compressa água morna durante 4 dias ou através de uma pequena cirurgia para extrair o líquido do quisto. Depois da cirurgia é necessário que a mulher faça compressa de água morna durante 2 dias. Em casos mais graves, pode ser que seja necessário introduzir uma sonda para que o líquido seja drenado durante seis semanas até que a ferida cicatrize por completo.

A marsupialização é outro método para tratar estes cistos. Consiste em fazer uma pequena incisão permanente na glândula para que, aos poucos, vá drenando o líquido preso. Este procedimento pode ser realizado em modo ambulatório, com anestesia tópica ou geral. Recomenda-se que você tome banhos de água morna durante a recuperação. Quando os cistos nas glândulas de Bartholin são acompanhados de infecção, é necessário tomar antibiótico para eliminar a bactéria do corpo.

Caroço na vagina: causas e tratamentos - Bolinhas na vagina por cistos nas glândulas de Bartholin

Bolhas na vagina por herpes genital

A herpes genital é uma doença sexualmente transmissível causada por uma infecção da herpes simples. Esta condição afeta diretamente a pele e a mucosa vaginal. Qualquer tipo de contato com líquidos ou até mesmo o contato com a pele de uma pessoa infectada pode ser suficiente para se contaminar. A herpes genital manifesta-se através de surtos, geralmente o primeiro surto é assintomático e a doença pode ser confundida com uma infecção de pele, no entanto, com o passar do tempo, os outros surtos provocam os seguintes sintomas:

  • Bolhas pequenas e doloridas nos genitais, cheias de líquidos e com cor amarelada;
  • As bolhas podem aparecer nos lábios externos, ao redor no ânus, vagina, colo do útero, glúteo, língua, boca, gengivas, lábio e dedos das mãos;
  • Diminuição de apetite;
  • Febre;
  • Mal estar generalizado;
  • Dor muscular na parte de baixo das costas, joelhos, músculos e glúteos;
  • Dor ao urinar;
  • Corrimento vaginal anormal;
  • Dificuldade para esvaziar totalmente a bexiga;
  • Dor, ardor, coceira e sensação de formigamento.

Tratamento

A herpes não tem cura. O tratamento consiste em controlar a frequência dos surtos para garantir a qualidade de vida da pessoa infectada. Para ajudar a combater o vírus, é comum receitar medicamentos que ajudam a aliviar a dor e que permitam que a úlcera se cure mais rápido de um surto para outro. Quando os surtos são repetitivos, o uso de medicamentos deve se realizar logo que surjam os primeiros sintomas, como o ardor, assim, ajudará a diminuir a duração do surto.

As pessoas com surtos constantes devem tomar remédios diários, dessa forma, diminui a frequência, a duração e a capacidade de infectar outras pessoas. As mulheres grávidas só podem receber tratamento para herpes genital no último mês de gravidez para evitar o contágio do feto na hora do parto. Existem pessoas com herpes que manifestam apenas um surto ao longo da sua vida.

Carocinhos na vagina por vírus do papiloma humano

Estes vírus são, normalmente, chamados de HPV e são mais comuns do que as pessoas imaginam. Existem mais de 100 tipos, sendo a maioria considerada inofensiva, porém existem 30 tipos que representam riscos importantes para a mulher pois podem desencadear o câncer de colo de útero. O papiloma humano nas mulheres transmite-se através das relações sexuais e afeta a região genital causando o aparecimento de pequenas verrugas. Este é considerado o tipo de vírus menos inofensivo para a saúde da mulher.

Tratamento

Muitas vezes, quando uma pessoa é infectada pelo HPV não apresenta nenhum tipo de sintoma, na verdade, muitas mulheres descobrem que estão infectadas depois do resultado do exame papanicolau ou citologia realizado no ginecologista nas consultas de rotina. Tratar as verrugas genitais causadas por este vírus é muito importante para controlar a infecção e, por isso, é receitada a aplicação de um medicamento nas verrugas duas vezes ao dia para eliminar as lesões. Se este tratamento não funcionar, é necessário consultar o médico para administrar um tratamento com ácido tricloroacético, um ácido muito forte que apenas pode ser utilizado por um especialista.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Joana Costa
Estou com uma espinha na vagina, devo me preocupar?

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