Sintomas da menopausa
A menopausa surge no momento em que os períodos menstruais de uma mulher terminam de forma permanente. Esse término é provocado pelo envelhecimento gradual dos ovários que, por esse motivo, produzem uma quantidade menor de hormônios femininos como estrogênio e progesterona. Esta etapa costuma aparecer por volta dos 50 anos, mas varia de mulher para mulher. Quando ocorre antes dos 45 anos, é chamada de menopausa precoce e, quando surge depois dos 55 anos, de menopausa tardia. O decréscimo hormonal que se produz implica uma série de mudanças no corpo feminino, assim como o aparecimento de certos sintomas que afetam a mulher a nível físico e emocional. Para que você saiba como identificar estes sinais, este artigo do ONsalus indica os sintomas da menopausa, assim como algumas boas recomendações para aliviá-los.
Mudanças no ciclo menstrual
Antes da menopausa, o período de mudanças no corpo feminino provocadas pelas flutuações hormonais produzidas é conhecido como perimenopausa, podendo durar desde vários meses até anos, variando em cada caso. É neste período que se começam a notar mudanças relevantes na menstruação, já que é interrompida mas acaba voltando em algumas ocasiões.
As alterações do ciclo menstrual são o primeiro sintoma que se apresenta antes da chegada da menopausa. É provável que os sangramentos não sejam tão regulares, que sejam menos frequentes e que o fluxo seja mais ou menos abundante. Embora estas modificações sejam normais, você deve ficar atenta e consultar o seu ginecologista o mais rápido possível caso:
- Os períodos menstruais ocorram de forma muito próxima entre eles.
- O fluxo seja demasiado abundante.
- Ocorram sangramentos anormais entre menstruações.
- O período dure mais do que 1 semana.
Além disso, é importante monitorar outras mudanças associadas, como variações de humor ou alterações na libido, já que elas podem fornecer pistas adicionais sobre como o corpo está reagindo a essa transição.
Fogachos e suores
Sofrer de fogachos (ou afrontamentos) e suores intensos é um dos sintomas da menopausa mais comuns e precoces. Eles surgem como consequência da diminuição de estrógenos, o que faz com que a temperatura corporal suba consideravelmente. São mais frequentes durante a noite e a mulher costuma experienciar uma grande sensação de calor que sobe desde o tórax até ao pescoço e ao rosto, além de outros sintomas como vermelhidão da pele, tonturas ou dores de cabeça.
Caso você sofra de afrontamentos intensos, é essencial consultar o médico e seguir as recomendações seguintes:
- Manter o frescor com roupa leve;
- Ter sempre água fria por perto;
- Evitar situações estressantes;
- Reduzir a temperatura do cômodo;
- Tomar banhos de água morna antes de dormir;
- Optar por lençóis de algodão;
- Não consumir alimentos gordurosos;
- Evitar bebidas alcoólicas, cafeína e tabaco;
- Não consumir refeições ou bebidas quentes;
- Não tomar banhos quentes;
- Evitar climas muito quentes.
Adicionalmente, práticas como meditação ou exercícios de respiração profunda podem ajudar a controlar a intensidade e a frequência dos fogachos, proporcionando maior conforto e bem-estar.
Falta de cálcio
A decréscimo de massa óssea acelera e é mais notório durante a etapa da menopausa. Também é provocado pela diminuição dos níveis de estrógenos, já que são muito importantes para manter os ossos fortes e saudáveis. Como os ossos ficam mais frágeis e debilitados, as mulheres menopáusicas correm um risco maior de sofrer de osteoporose. É por isso que é essencial manter bons níveis de cálcio no organismo.
Recomendamos que você consulte um médico para saber qual é a densidade dos seus ossos e seguir as indicações para prevenir ou tratar a osteoporose. É possível que sejam recomendados suplementos de cálcio ou que você aumente o consumo de alimentos ricos em cálcio na sua dieta diária.
Além disso, a prática regular de exercícios de resistência e atividades físicas de baixo impacto pode ajudar a fortalecer os ossos e melhorar a saúde geral.
Problemas no trato urinário
A diminuição de estrógenos faz com que os músculos da bexiga enfraqueçam e, por esse motivo, é possível que a mulher menopáusica tenha problemas em controlar a emissão de urina. Surge, então, a incontinência urinária de esforço, ou seja, uma vontade incontrolável de urinar e micções involuntárias ao fazer determinados esforços como rir, tossir, espirrar, subir escadas, correr, etc. Além disso, também é possível experienciar uma necessidade imperiosa de urinar com muita frequência ou sentir ardor durante a micção.
Perante este tipo de problemas, é essencial falar com o médico para ver se é necessário receber algum tipo de tratamento que ajude a recuperar o controle da bexiga.
Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico, como os exercícios de Kegel, podem ser uma opção eficaz para melhorar a força muscular e reduzir os sintomas de incontinência.
Aumento de peso
O défice hormonal de estrógeno e progesterona também implica uma tendência para acumular gordura e perder massa muscular, algo que se acentua mais à medida que a idade avança. Isto faz com que muitas mulheres aumentem de peso e ganhem volume durante a menopausa. Já foi confirmado que o peso corporal aumenta entre 5 e 10 kg.
Durante esta etapa, é imprescindível ter uma dieta equilibrada e saudável para manter o peso controlado, rica em verduras, frutas e cereais integrais. O consumo de gorduras saturadas, açúcar, sal e álcool devem ser evitados e é necessário beber muita água para evitar a retenção de líquidos, assim como praticar atividade física moderada. Caso você sofra de excesso de peso, recomendamos que você consulte um nutricionista para que ele crie uma dieta e um plano de emagrecimento personalizado.
Além disso, a criação de uma rotina de exercícios regulares, que inclua tanto atividades cardiovasculares quanto treinamento de força, pode ajudar a manter o peso sob controle e melhorar o condicionamento físico geral.
Secura vaginal e perda do desejo sexual
A menopausa também pode implicar mudanças relevantes na saúde íntima, provocando secura vaginal com frequência. Esta condição é fruto das mudanças hormonais e de um estreitamento e perda de elasticidade das paredes vaginais, o que faz com que produzam uma quantidade menor de líquido lubrificante natural. Por este motivo, é habitual que as mulheres sintam dor durante o ato sexual, já que tanto a estimulação manual como a penetração podem ser bastante incômodas e dolorosas.
Para tratar a secura vaginal, recomendamos o uso de lubrificantes à base de água durante as relações sexuais e a aplicação de loções hidratantes íntimas. Além disso, você deve evitar produtos que irritem a zona íntima e consultar o médico para ver se é necessário administrar algum tratamento vaginal com estrógeno.
Além da secura vaginal, a libido e o apetite sexual também podem ser reduzidos durante o climatério. Conversar abertamente com o parceiro sobre essas mudanças pode ajudar a encontrar soluções conjuntas para melhorar a intimidade e o conforto.
Fadiga e distúrbios do sono
É normal que as mulheres menopáusicas tenham dificuldades em conciliar o sono e descansar bem durante toda a noite. Isso acontece, principalmente, graças à diminuição de progesterona, a hormona que estimula e favorece o sono. Os fogachos e suores noturnos que afetam muitas mulheres também afetam negativamente a qualidade do sono, fazendo com que a mulher desperte com o incômodo e tenha de adormecer de novo.
Tudo isso contribui para o aparecimento de fadiga e de um cansaço generalizado durante o dia que pode dificultar o desempenho das tarefas cotidianas, além de limitar a capacidade de concentração.
Para melhorar a qualidade do sono, a adoção de uma rotina de sono regular e a prática de técnicas de relaxamento antes de dormir podem ser úteis. Evitar o uso de dispositivos eletrônicos antes de se deitar também pode contribuir para um descanso mais reparador.
Alterações psicológicas
Depressão, tristeza, nervosismo, irritabilidade, frustração, etc., são alguns dos estados emocionais mais frequentes que as mulheres sofrem durante a menopausa. As mudanças no humor são comuns e os altos e baixos emocionais provocados pelas mudanças corporais que ocorrem no corpo afetam a química do cérebro.
Para melhorar a situação e evitar este tipo de alterações psicológicas, recomendamos que você se afaste de potenciais fontes de estresse, que descanse adequadamente, que pratique exercício físico, que aprenda técnicas de relaxamento e meditação e que fale das suas emoções com familiares, amigos ou, se necessário, com um terapeuta.
Além disso, a participação em grupos de apoio pode proporcionar um espaço seguro para compartilhar experiências e receber apoio emocional de outras mulheres que estão passando por situações semelhantes.
Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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