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Testículo retrátil: causas, tratamento e consequências

 
Por Redação ONSalus. 9 março 2021
Testículo retrátil: causas, tratamento e consequências

Durante o período embrionário do desenvolvimento de um bebê, muitos dos órgãos, nas primeiras etapas de sua formação, estão localizados todos na mesma região anatômica, a partir da qual se deslocam mais tarde para seus lugares apropriados e de onde desempenham todas as suas funções. Exemplo disto são os testículos, os quais são formados na cavidade abdominal para depois descerem um pouco antes ou depois do parto.

No entanto, como qualquer outro órgão, os testículos também têm o risco de sofrerem alguma alteração que comprometa seus deslocamentos, tendo a direção do movimento alterada, sendo impedidos de descerem ou gerando uma condição que faz com que eles entrem e saiam da cavidade onde foram desenvolvidos. Isto pode ser algo preocupante para os pais, por isso que, neste artigo do ONsalus, falaremos sobre os testículos retráteis: causas, tratamento e consequências.

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Testículo retrátil em crianças

O testículo retrátil é uma variante de um conjunto de condições que são agrupadas sob o nome de criptorquidia, uma palavra que pode ser traduzida como "testículo escondido". Neste caso, o testículo retrátil é a condição presente em bebês e que raramente chega até a adolescência, na qual um ou ambos testículos sobem até a região da virilha por consequência de diferentes estímulos, e que posteriormente descem outra vez até sua posição.

Testículo retrátil: causas, tratamento e consequências - Testículo retrátil em crianças

Causas do testículo retrátil

Durante o desenvolvimento embrionário de um bebê, os testículos se desenvolvem no interior da cavidade abdominal, onde, na maioria dos casos, permanecem até os 8 meses de gestação. Neste ponto, os testículos descem até o escroto onde, em condições normais, permanecem durante o resto da vida.

A criptorquidia é o nome dado a um conjunto de anomalias na descida dos testículos, entre as quais estão:

  • O testículo que não desceu.
  • O testículo ectópico: que desce por um caminho errado até um local onde não deve ficar.
  • O testículo distópico: o qual tem uma descida incompleta.
  • O testículo retrátil: o qual desce e sobe desde, e até, a cavidade abdominal.

A explicação deste último caso é que os testículos não têm uma fixação correta no escroto, somado a isso, provavelmente há um maior reflexo cremastérico, o qual faz com que o músculo que segura o testículo seja retraído quando a parte interna da coxa é estimulada.

Consequências dos testículos retráteis

Embora a ideia de um testículo que desce e sobe da cavidade abdominal possa soar como algo preocupante para os pais da criança afetada, na verdade, o testículo retrátil é considerado uma condição normal em crianças, uma vez que não costuma produzir nenhum tipo de alteração no desenvolvimento.

Apesar disso, não significa que seja uma condição benigna em todos os casos. Nas condições mais graves de criptorquidia é possível ter:

  • Infertilidade;
  • Diminuição do tamanho dos testículos;
  • Uma maior suscetibilidade ao desenvolvimento de câncer de testículos.
Testículo retrátil: causas, tratamento e consequências - Consequências dos testículos retráteis

Testículos retráteis em crianças: cirurgia e tratamento

A maioria dos casos de testículo retrátil não requer nenhum tipo de procedimento ou tratamento para ser corrigido, uma vez que esta alteração é corrigida sozinha nos primeiros anos de vida e, raramente, permanece até a adolescência. Inclusive, mesmo estando na adolescência, os testículos podem se corrigir espontaneamente.

No entanto, é importante ter um bom diagnóstico desta condição, devido ao fato de que antigamente os testículos retráteis eram confundidos com os testículos não descidos, sendo esta última uma condição mais grave que a primeira. Ter um bom diagnóstico é importante, por isso recomenda-se consultar um especialista na área.

Quando é vista a necessidade de um tratamento para o testículo retrátil, existem diversos procedimentos a serem considerados antes de optar pela cirurgia. Primeiramente, é recomendado a terapia hormonal com gonadotrofina coriónica humana, afim de estimular o fechamento do canal por onde passa o testículo.

Quando a descida definitiva e a fixação do testículo no escroto não ocorre, inclusive depois do tratamento hormonal, é necessário começar a avaliar a realização de um procedimento cirúrgico, que idealmente é feito por volta dos 2 anos de idade, pois caso seja feito antes, há um risco maior de provocar um dano em algum dos testículos, os quais ainda estão em desenvolvimento.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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