Anorgasmia: causas da dificuldade para gozar e tratamento
A anorgasmia é uma das disfunções sexuais mais comuns, junto com a falta de desejo sexual, na qual há uma ausência recorrente do orgasmo na mulher, seja nas relações sexuais por penetração ou através do estímulo sexual. Ela pode ser considerada como uma relação incompleta, já que a mulher, embora possa sentir prazer, não consegue chegar ao clímax. Deve-se destacar que uma mulher sem desejo sexual é anorgásmica, mas uma mulher anorgásmica não é necessariamente sem desejo sexual, uma vez que desfruta das relações sexuais. Esta disfunção também pode surgir em homens, contudo é menos frequente. Neste post ONsalus te explicamos as causas e tratamento da anorgasmia.
Fases da resposta sexual
Como a maioria das pessoas já sabe, a resposta sexual é diferente entre os homens e as mulheres, sendo consequência de uma série de estímulos hormonais e físicos que experimentamos durante a relação sexual. A seguir, detalharemos as fases da resposta sexual:
Fase de desejo
Nas mulheres, este desejo começa com a vontade de ter um encontro sexual; as emoções, os beijos e as carícias têm um papel fundamental. No caso dos homens, o desejo é desencadeado através da visão, por estímulos imaginados ou por fantasias sexuais.
Fase de excitação
Nesta fase, começam a ocorrer mudanças em nosso corpo. A vagina começa a ficar lubrificada e a dilatar, pois o sangue começa a fluir de forma abundante, o que também acontece no clitóris e nos mamilos. Os homens passam por um processo muito parecido, no qual o pênis fica ereto e há um aumento na sensibilidade. Neste processo, o ritmo cardíaco e a pressão arterial aumentam.
Fase orgásmica
Neste caso, a tensão muscular se intensifica e, nas mulheres, começam a ocorrer contrações que vão diminuindo de intensidade - esta fase não ocorre em mulheres anorgásmicas. Nos homens, o orgasmo acontece em duas etapas: a de emissão, onde o sêmen chega à uretra, e a de ejaculação, onde ocorrem contrações e o sêmen é expelido. A diferença entre o orgasmo feminino e o masculino é que nas mulheres pode haver outro orgasmo logo após o anterior, sem que haja um período refratário, ou seja, sem que haja um tempo de espera entre um orgasmo e outro. Os homens, por sua vez, precisam deste tempo.
Fase de resolução
Quando a estimulação cessa, a pressão arterial e a respiração se estabilizam, e o fluxo sanguíneo para os tecidos diminui. O clitóris retorna ao seu tamanho e a vagina e o útero voltam ao normal. No caso dos homens, a ereção diminui, o escroto e os testículos retornam à sua posição e começa o período refratário, que na adolescência pode durar horas, mas na fase adulta e velhice pode se estender por vários dias. Durante este tempo, os líquidos seminais necessários para gerar a resposta sexual são produzidos.
Causas da anorgasmia
A maioria das causas da anorgasmia são de origem psicológica, contudo, também podem existir fatores fisiológicos que intervenham no aparecimento desta disfunção.
Causas psicológicas
- Aspectos culturais negativos sobre o desejo sexual;
- A ansiedade, a depressão e o estresse podem repercutir neste processo, assim como a autoexigência;
- O estímulo inadequado é outro fator que afeta a anorgasmia (a excitação e as preliminares são bastante importantes);
- Problemas entre o casal causam um efeito nas relações sexuais;
- Experiências sexuais traumáticas;
- Falta de informação sexual, que pode levar a mitos e equívocos sobre a sexualidade.
Causas fisiológicas
- O consumo de medicamentos como antidepressivos, fármacos para tratar a hipertensão ou o uso de drogas, pode causar efeito na resposta sexual;
- Sofrer doenças como a diabetes ou outras de origem endócrina, neurológica ou ginecológica;
- Problemas na musculatura vaginal, que podem afetar a percepção do prazer durante o ato sexual.
Tipos de anorgasmia
Existem vários tipos de anorgasmia, como:
- Anorgasmia primária: se trata da pessoa que nunca teve um orgasmo, seja por penetração ou masturbação;
- Anorgasmia secundária: depois de ter tido orgasmos normalmente, estes param de surgir;
- Anorgasmia absoluta: nenhum estímulo provoca o orgasmo;
- Anorgasmia relativa: quando a pessoa não pode chegar ao clímax de uma forma determinada;
- Anorgasmia situacional: a pessoa somente chega ao orgasmo em determinadas circunstâncias, sendo incapaz de atingir o clímax em outras situações ou com diferentes parceiros.
Tratamento para a anorgasmia
Para tratar a anorgasmia, será necessário descobrir o que a está causando. Esta disfunção tem um prognóstico muito bom, sempre e quando a paciente fizer sua parte durante o tratamento. Uma vez diagnosticada a causa, que geralmente se deve a fatores psicológicos, o tratamento será iniciado com terapia psicológica.
Durante a terapia, você receberá uma educação sexual adequada e aprenderá como seu corpo funciona, o que ajudará a derrubar alguns mitos e pensamentos equivocados ao seu respeito. Além disso, descobrirá alguns pontos essenciais para que seus encontros sexuais sejam mais satisfatórios. Caso tenha problemas com seu parceiro, é recomendável que ambos façam terapia.
Por outro lado, se as causas da anorgasmia se devem a fatores fisiológicos, o/a médico/a se encarregará de te dar as informações necessárias a respeito e os passos a serem seguidos. Além disso, vamos te passar algumas recomendações que podem te ajudar com esta disfunção:
- Conheça seu corpo e entenda suas reações;
- Aproveite as carícias e relaxe, permitindo-se sentir o prazer sem pressões;
- Fale com seu parceiro sobre o que gosta, promovendo uma comunicação aberta e honesta;
- Potencialize suas fantasias eróticas, explorando novas possibilidades;
- Inclua jogos, brincadeiras e lingeries em seus encontros sexuais, tornando-os mais excitantes;
- Pratique exercícios para fortalecer a musculatura pélvica, como os exercícios de Kegel, que podem ajudar a melhorar a qualidade dos orgasmos.
Abaixo, sugerimos algumas dicas do canal Psicologia-Online sobre como aumentar o desejo sexual de um casal, que podem ser úteis para complementar o tratamento.
Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.
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