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Hipertrofia do clitóris: causas e tratamento

 
Por Redação ONSalus. 28 julho 2021
Hipertrofia do clitóris: causas e tratamento

A hipertrofia do clitóris ou clitoromegalia é uma condição na qual as mulheres que a sofrem apresentam uma anomalia no clitóris, ou seja, ele é maior do que o comum. O clitóris das mulheres com clitoromegalia pode ser parecido com um pequeno pênis. Isto faz com que possa afetá-las emocionalmente ou lhes causar insegurança. Além disso, as relações sexuais podem ser dolorosas, especialmente quando, além do clitóris, a mulher apresenta o prepúcio do clitóris muito grande.

Não se deve confundir a clitoromegalia com o aumento do clitóris produzido durante o ato sexual, cujo caso se deve a um aumento da irrigação sanguínea pela excitação. O clitóris hipertrofiado pode ser tratado através de intervenção cirúrgica. Neste artigo do ONsalus te falaremos sobre o hipertrofia do clitóris: causas e tratamento. Boa leitura.

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Causas da hipertrofia do clitóris

O clitóris fica na união dos lábios menores da zona genital feminina. Ele possui várias terminações nervosas, por isso que possui um importante papel no orgasmo feminino. No entanto, uma hipertrofia do clitóris não dará mais prazer, pelo contrário, pode provocar desconforto e dor. Um clitóris grande e hipertrofiado pode ser devido a diversos fatores:

Causas congênitas

A causa geralmente é congênita devido a um aumento exagerado dos níveis de testosterona ou transtornos hormonais. Os aparelhos reprodutores masculino e feminino se desenvolvem durante a gravidez e durante o desenvolvimento do feto, respondendo à influência de hormônios femininos (estrógeno) ou masculinos (testosterona). Quando uma mulher sofre de hipertrofia do clitóris, isso ocorre pelo fato de que seus níveis de andrógeno (hormônio que provoca o aparecimento das características secundárias femininas) estão muito altos.

Se estes níveis não diminuírem, podem fazer com que os genitais externos fiquem masculinizados, provocando o aumento do clitóris. Isso leva à clitoromegalia ou hipertrofia do clitóris. Durante a excitação sexual, o clitóris pode aumentar, da mesma forma quando um homem tem uma ereção. Isto se deve ao fato de que, em condições normais durante a excitação, o clitóris aumenta de tamanho, contudo, se ele já for maior que o normal, pode aumentar ainda mais ao estar excitada. Por isso, um clitóris muito grande pode incomodar algumas mulheres.

Problemas endócrinos

Além das causas congênitas, a hipertrofia do clitóris pode ocorrer devido a problemas endócrinos das glândulas suprarrenais. Os andrógenos também são secretados pelo córtex suprarrenal das glândulas suprarrenais, por isso que um transtorno deste tipo poderia causar a hipertrofia do clitóris.

Consumo de esteroides ou medicamentos

Outra das causas da hipertrofia do clitóris são os esteroides androgênicos anabolizantes que muitas atletas tomam para aumentar a massa muscular e o armazenamento de energia. O consumo de certos medicamentos ou o aparecimento de um tumor que produza andrógenos também são causas da clitoromegalia. Muitas vezes, a hipertrofia do clitóris está associada à hipertrofia do prepúcio do clitóris.

Hipertrofia do clitóris: causas e tratamento - Causas da hipertrofia do clitóris

Hipertrofia do clitóris e as relações sexuais

Um clitóris grande hipertrofiado pode causar incômodos não apenas físicos como também emocionais. Sua forma característica é similar à de um pequeno pênis, tamanho que pode fazer com que a mulher que o possui se sinta envergonhada. Além disso, caso se trate de algo congênito, acompanhará a mulher por toda a sua vida, por isso que algumas mulheres podem ficarem complexadas com isso em determinadas fases da vida.

Esta condição também pode causar desconfortos funcionais na hora de ter relações sexuais, já que podem ser dolorosas. A mulher que sofre de relações sexuais dolorosas pode culpar a dor nas relações e, por fim, não querer voltar a ter as relações, o que pode acabar se tornando uma disfunção sexual. As mulheres com um prepúcio do clitóris muito grande podem sentir mais dor durante o sexo, além de uma perda de sensibilidade da zona erógena.

Neste outro artigo falamos sobre ardência na vacina após a relação sexual e suas causas.

Clitoromegalia: cirurgia

A hipertrofia do clitóris é tratada através de intervenção cirúrgica. Esta cirurgia é chamada de clitoroplastia e é uma operação muito simples que reduz o tamanho do clitóris. Consiste em eliminar o excesso de tecido e colocar o clitóris de novo em sua posição certa. Desta forma, o clitóris ficará na posição correta com o tamanho adequado e você não precisará se preocupar com o seu funcionamento, já que a sensibilidade erógena permanece completamente a mesma.

Na maioria dos casos, não é necessária uma hospitalização, sendo que a cirurgia é feita de forma ambulatória com anestesia local e sedação. Além disso, não demora, levando aproximadamente entre 30 minutos e uma hora, e após a intervenção a paciente pode ir para casa.

Em muitos casos, o clitóris grande hipertrofiado não costuma ser a única anomalia que aparece e pode vir acompanhada de uma hipertrofia dos lábios vaginais. Neste caso, seria feita outra cirurgia para solucionar este problema.

Após a clitoroplastia, a paciente deverá permanecer em repouso ao menos quadro dias, embora dependa da pessoa e da cirurgia. É normal, durante alguns dias, sentir desconforto ou até mesmo inchaço na região, mas não se preocupe, estes costumam desaparecer com o passar dos dias. Você pode voltar à sua vida normal em alguns dias, embora as relações sexuais precisarão esperar até ter passado pelo menos um mês.

Além disso, siga as indicações do médico e cirurgião para o pós-operatório.

E agora que você já entende melhor vários aspectos relacionados à hipertrofia do clitóris, o que leva muitas mulheres a terem o clitóris grande demais, talvez possa te interessar este outro artigo do ONsalus em que falamos sobre a vacina inchada: o que pode ser?

Hipertrofia do clitóris: causas e tratamento - Clitoromegalia: cirurgia

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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Bibliografia
  • SPERLI, Aymar Edison; FREITAS, José Octávio Gonçalves De; ANDRADE MELLO, Alieksei Clairefont De. Tratamento cirúrgico da hipertrofia clitoriana. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, 2011, vol. 26, p. 314-320. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbcp/a/VDHBJSCxm5qWKd3CP3ky5nC/?lang=pt>. Acesso em 21 de julho de 2021.

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