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Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e tratamento

 
Por Nicolas Garin, Redator ONsalus. Atualizado: 20 março 2018
Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e tratamento

A hipertensão arterial na gravidez é uma condição que merece um cuidado especial, pois pode provocar uma das complicações de maior risco durante a gestação se não for controlada: a pré-eclâmpsia. Esta condição, que apenas acomete grávidas com tensão arterial alta, costuma surgir nas últimas semanas de gestação, embora possa aparecer em qualquer momento após as 20 semanas d egravidez. Em este artigo do ONsalus explicamos com detalhe os sintomas, causas, tratamento e complicações da pré-eclâmpsia.

O que é pré-eclâmpsia na gravidez?

A pré-eclampsia é uma condição que afeta gestantes que sofrem de hipertensão arterial, manisfestando outros sintomas como proteínas na urina e aumento de peso acima do que é normal. Ocorre depois da vigésima semana de gestação, sendo muito raros os casos em que se manifesta antes. O risco desta condição é maior em gestantes com tensão arterial alta que se encontram nas últimas semanas de gravidez.

Na maior parte dos casos, a mulher manifesta pré-eclampsia leve nas últimas semanas de gravidez, pelo que o feto já se encontra completamente formado e a data do parto já está próxima. No entanto, existem casos em que ocorre de forma grave e a meio da gravidez, o que aumenta consideravelmente o risco de complicações de saúde tanto para a mãe como para o feto.

Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e tratamento - O que é pré-eclâmpsia na gravidez?

Pré-eclâmpsia: Complicações

A maior parte das mulheres que sofre de pré-eclampsia manifesta esta condição próximo da semana 37 de gravidez. Nestes casos, o especialista vai avaliar a condição tanto da mãe como do feto e decidir se é conveniente antecipar o parto para evitar futuras complicações ou escolher que medidas tomar em relação a isso.

No entanto, quanto esta condição se manifesta a meio da gestação e com uma grande intensidade, podem ocorrer graves riscos e complicações que podem afetar a saúde da mãe e do filho:

Riscos para a mãe

  • Contração dos vasos sanguíneos, o que diminui o fluxo sanguíneo;
  • Um fluxo sanguíneo reduzido pode afetar a saúde de órgãos como o fígado ou os rins, afetando o seu funcionamento e podendo originar danos consideráveis nos mesmos;
  • Existe um risco de ocorrer o desprendimento da placenta e uma redução do líquido amniótico;
  • Em raras ocasiões a pré-eclampsia grave pode dar lugar à eclâmpsia, uma condição em que a mãe sofre convulsões que a podem deixar em estado de coma e comprometer a vida do bebê. Se você sofre de pré-eclampsia grave, é normal que o seu médico prescreva sulfureto de magnésio que vai ajudar a impedir as convulsões.

Riscos para o bebê

  • Se o fluxo sanguíneo para o útero for baixo, o bebê corre o risco de ter peso reduzido quando nascer por falta de nutrientes na gestação;
  • Em casos muitos graves e raros em que não se tenha recebido os cuidados necessários, pode ocorrer a morte do feto;
  • Todas as complicações mencionadas anteriormente geralmente levam a um parto prematuro pela necessidade de a mãe dar à luz e salvaguardar a saúde de ambos.

Fatores de risco para desenvolver pré-eclâmpsia

A tensão arterial alta na gravidez é um fator desencadeador da pré-eclampsia e, embora qualquer mulher possa manifestar este quadro, existem grupos de maior risco.

Os fatores de risco da pré-eclâmpsia são:

  • Sofrer de hipertensão arterial antes da gravidez;
  • Sofrer de obesidade:
  • Ser a primeira gravidez;
  • Ter mais de 35 anos;
  • Ter padecido de pré-eclâmpsia numa gravidez anterior ou ter antecedentes familiares desta condição;
  • Ter uma gravidez múltipla;
  • Padecer de diabetes ou insuficiência renal.

Se você reúne vários de estes fatores, é provável que o seu médico vigie a sua tensão arterial mais de perto e recomende uma dieta apropriada para a sua condição, sem sal ou iodo, com o intuito de reduzir as possíveis complicações.

Pré-eclâmpsia: sintomas, causas e tratamento - Fatores de risco para desenvolver pré-eclâmpsia

Sintomas de pré-eclampsia

Normalmente a tensão arterial alta na gravidez é detectada através das habituais medições da pressão arterial. A partir desse momento, o seu médico vai realizar diferentes testes para determinar a presença de pré-eclâmpsia, como por exemplo:

  • Análise de urina para detectar a presença de proteínas, as mesmas se manifestam no sangue quando se tem uma circulação sanguínea para a placenta baixa e é um teste para diagnosticar pré-eclâmpsia;
  • Exames de sangue para avaliar a contagem de plaquetas e enzimas hepáticas;
  • Ultra sons e ecografias para determinar o crescimento e estado de saúde do feto.

Uma vez que se determina que você tem hipertensão arterial, seu médico deve fazer exames a cada visita. Normalmente a pré-eclampsia leve não apresenta sinais, no entanto alguns dos seus sintomas são:

  • Aumento repentino de peso que ocorre de um dia para outro ou em um período de dois dias;
  • Aumento de 1 quilo por semana;
  • Maior inchaço nas mãos, pés e cara.

A pré-eclampsia grave pode apresentar sintomas como:

  • Dor de cabeça intensa que não desaparece;
  • Dor no abdômen ou no ombro, mais propriamente no lado direito do corpo;
  • Mudanças na visão;
  • Pouca frequência ao urinar;
  • Náuseas e vômitos.

Se você tem vários de estes sinais, é importante consultar o seu médico o quanto antes.

Tratamento da pré-eclampsia

O único tratamento para a pré-eclampsia é o parto, o que vai permitir que a tensão arterial volte aos níveis adequados em algumas semanas.

Nos casos de pré-eclampsia leve que ocorre durante o segundo trimestre da gravidez, devem ser seguidas algumas recomendações durante a gravidez para evitar complicações até que o feto se desenvolva o suficiente para antecipar o parto ou cesariana, tais como:

  • Reduzir a ingestão de sal na dieta;
  • Beber bastante água;
  • Fazer todos os exames médicos;
  • Descansar de preferência sobre o lado esquerdo do corpo;
  • Repousar na cama;
  • Tomar a medicação para reduzir a tensão arterial caso o médico assim o considere.

Em casos especiais, o seu médico pode pedir hospitalização para que você fique sob observação constante. Se você está com pré-eclampsia e está na semana 37 da gravidez, é provável que o seu médico decida antecipar o parto ou fazer uma cesariana. Caso o seu médico detecte uma pré-eclampsia grave é importante que o bebê nasça o quanto antes para garantir o bem estar de ambos.

Este artigo é meramente informativo, no ONsalus.com.br não temos capacidade para receitar tratamentos médicos nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamos você a recorrer a um médico no caso de apresentar qualquer tipo de condição ou mal-estar.

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